25/05/2013 12h00
O novo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o embaixador Roberto Carvalho de Azevêdo disse que o caminho que será trilhado pelo Brasil na organização é “longo e difícil”.
Mas o diplomata, que há mais de 20 anos lida com questões de comércio internacional, ressaltou que o país dispõe de capacidade de diálogo e que o comércio brasileiro é “globalizado e pulverizado”.
“O caminho que o Brasil terá será longo e difícil”, disse Azevêdo referindo-se ao fato de as negociações multilaterais na OMC estarem estagnadas há cerca de duas décadas.
O diplomata participa de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado.
O novo diretor-geral, entretanto, ressaltou que as características do comércio brasileiro favorecem o país nas negociações internacionais.
“O Brasil é hoje responsável por um comércio globalizado e pulverizado. Temos uma vocação para o comércio globalizado”, disse ele.
“É a OMC que estabelece as regras para que sejam cada vez mais equilibradas em bases horizontais e equitativas, sem que o campo esteja desnivelado em favor de A, B ou C.”
Azevêdo lembrou a atuação brasileira na resolução de conflitos. “O Brasil tem atuado nos mecanismos de solução de controvérsia e o faz de maneira positiva.
[A OMC] é uma organização que oferece muito ao Brasil. Nossa parceria oferece muito para continuar esse diálogo.”
O embaixador brasileiro ressaltou que, ao assumir o cargo de diretor-geral em 1º de setembro, não representará mais o Brasil. Porém, bem-humorado, ele disse que não se esquecerá da sua nacionalidade.
“Uma vez assumindo a direção-geral, eu deixo de ser o embaixador e representante permanente do Brasil, o que não significa que deixarei de ser brasileiro, vou continuar tomando minha caipirinha e jogando meu futebol, no fim de semana”, destacou.(Agência Brasil)