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24/03/2012 06h30 - Atualizado em 24/03/2012 06h30

Saiba mais sobre o calendário de vacinação que inclui prevenção a tuberculose

 

A vacinação é a maneira mais eficaz de prevenir doenças. O Brasil tem evoluído nos últimos anos nessa área, especialmente com a criação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), em 1973, que facilitou o acesso da população às vacinas.

O cidadão tem que estar atento às campanhas e ao calendário de vacinação, que corresponde ao conjunto de vacinas prioritárias para o País.

Todas elas são disponibilizadas gratuitamente nos postos da rede pública. São quatro os calendários de vacinação, voltados para públicos específicos: criança, adolescente, adulto e idoso e população indígena.

Crianças, adolescentes e adultos precisam comparecer aos postos de saúde nos períodos de campanha e tomar todas as vacinas previstas.

"Só com todas elas o cidadão estará devidamente imunizado", explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

"As campanhas seguem essas datas pela necessidade da imunidade de um grupo, para que todos sejam vacinados naquele momento.

Mas a vacina contra pólio, por exemplo, pode ser administrada em seguida", explica.

Apesar de não haver um calendário específico, o público feminino tem uma atenção especial, principalmente as gestantes. Mulheres de 12 a 49 anos que não receberam a tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) na infância devem procurar um posto de saúde, antes da gestação, para evitar a transmissão da rubéola para o bebê.

A dupla adulto e a vacina contra a hepatite B também devem ser administradas para que recém nascido não corra o risco de sofrer com doenças como o tétano neonatal e hepatite B.

As mulheres grávidas também fazem parte do público alvo da vacina contra a gripe.

Os avanços tecnológicos na produção e a introdução de novas vacinas no calendário de campanhas de imunização fazem do trabalho de pesquisa uma das prioridades do Estado brasileiro.

Estudos avançados contribuem para o desenvolvimento de novos produtos, já que o Brasil tem o domínio tecnológico das mais modernas gerações de vacina.

No País, os principais produtores oficiais de vacina e soro são Fiocruz, Fundação Ataulpho de Paiva, Fundação Ezequiel Dias, Instituto de Tecnologia do Paraná,Instituto Vital Brazil, Instituto Butantan e Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos do Paraná.

Poliomielite

Desde 1973 os cidadãos brasileiros têm acesso a programas de imunização. As vacinações contra febre amarela urbana, varíola e sarampo tiveram início com a implantação do Plano Nacional de Vigilância em Saúde.

Em 1980, foi criado o Dia Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, com a realização de duas campanhas anuais para crianças menores de 5 anos.

O último caso da doença no país foi registrado em 1989. Em 1994, o Brasil obteve o certificado internacional de erradicação da transmissão autóctone do vírus (quando ocorre dentro do território nacional).

Além da imunização de crianças, o plano prevê a vacinação de adultos, principalmente de mulheres em idade fértil e de idosos a partir de 60 anos de idade.

Além desses grupos da população, uma ação especial é realizada para viajantes. O território brasileiro tem 11 unidades da federação que fazem fronteira com dez países da América do Sul.

São 15,7 mil quilômetros de extensão terrestre, com intensa movimentação de pessoas. O trabalho é desenvolvido para fortalecer os serviços locais nos campos da vigilância em saúde, da prevenção e controle de doenças.

Benefícios e reações

O cidadão também deve se manter informado a respeito dos benefícios da imunização e sobre as reações adversas.

Nenhuma vacina está totalmente livre de provocar reações porque existem pessoas que apresentam quadros infecciosos e de natureza alérgica.

É importante lembrar que os riscos de complicações graves ligados à vacinação são muito menores do que os das doenças contra as quais a pessoa está se imunizando.

As crianças são as que mais apresentam reações às vacinas. Por isso, a família deve redobrar a atenção no período pós-vacinação.

Um exemplo é a vacina tríplice bacteriana (a DTP, contra a difteria, o tétano e a coqueluche), que pode causar, entre outras reações, irritações na pele e coceira.

No âmbito do governo, o Programa Nacional de Imunizações implantou, em 1991, o Sistema Nacional de Vigilância dos Eventos Adversos Pós-Vacinação, que notifica e investiga as ocorrências nesse sentido.

Pouco depois, em 1993, para atender à demanda dos casos mais graves e disponibilizar produtos especiais à população, foi criado o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie).

O Crie existe em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal e oferece vacinas a pessoas com indicação clínica restrita.

O cidadão que precisa de vacinas especiais fornecidas por esses centros (como o infectado pelo vírus HIV, o portador de imunodeficiência congênita e o que recebe quimioterapia) deve, primeiramente, ser atendido por um médico, público ou particular.

O profissional responsável irá elaborar, no próprio receituário médico, um relatório com o diagnóstico e um breve histórico da doença do paciente.

Em seguida, o cidadão precisa ir ao Crie mais próximo, portando o relatório e os exames necessários (de laboratório, raio X etc.). Ele irá passar por consultas e será vacinado conforme o manual do Crie.

Para saber qual o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais mais próximo, entre em contato com o Disque Saúde (0800-611997).

Se você é um profissional de saúde e quer obter mais informações e orientações sobre a segurança no uso de vacinas, acesse o manual sobre eventos adversos pós-vacinação .(Ministério da Saúde)


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