22/09/2012 19h00 - Atualizado em 22/09/2012 19h00
Flávio Verão
A concomitância entre infecção de HIV e o uso de substâncias geram mudanças nos circuitos cerebrais, de forma que uma pessoa que antes era inteligente, tinha capacidade de trabalhar, passa a ter uma série de dificuldades como déficit de concentração, memória, problemas intelectuais e dificuldade de controle no seu comportamento. A informação é do professor doutor Edward Ziff, chefe do Departamento de Neurobiologia Molecular da Universidade de Nova York.
Pesquisador nas áreas de neuroplasticidade, demência, comportamento e humor, ele também esteve no III Simpósio de Neurociências da UFGD.
Em suas pesquisas Edward Ziff identificou que, embora o paciente com HIV saiba que determinadas atitudes são erradas, a exemplo do uso de substâncias, ele não consegue mais impedir a repetição compulsiva desse comportamento. “Tanto o vírus do HIV quanto às drogas lesam os neurônios e a combinação dos dois lesam mais ainda”, ressaltou.
Antes dos medicamentos antirretrovirais as pessoas não podiam sobreviver por muito tempo, mas agora, com esses remédios, é possível ter uma vida longa. No entanto, se o paciente com HIV fizer o uso de drogas, dificilmente ele terá sucesso em seu tratamento.
