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25/05/2012 12h57 - Atualizado em 25/05/2012 12h57

Debate recomenda cotas para mulheres em conselhos de estatais

 

A adoção do mínimo de 40% de mulheres nos conselhos de administração das empresas públicas e das sociedades de economia mista foi recomendada por especialistas ouvidos ontem na CAS.

A adoção do mínimo de 40% de mulheres nos conselhos de administração das empresas públicas e das sociedades de economia mista foi recomendada pelos participantes da audiência que discutiu quinta-feira, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), projeto de Maria do Carmo Alves (DEM-SE) prevendo a cota.

Todos os especialistas destacaram a iniciativa (PLS 112/10) como um exemplo que as empresas estatais devem dar para o setor privado.

Pela proposta, o preenchimento dos cargos será gradual: 10% de mulheres até 2016, 20% até 2018, 30% até 2020, e 40% até 2022.

A matéria já foi aprovada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e, da CAS, vai para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde já tem parecer favorável de Marta Suplicy (PT-SP).

Maria do Carmo argumenta que, nas 20 maiores empresas públicas brasileiras, a participação de mulheres nos conselhos de administração não passa de 5%, enquanto o nível de ocupação de mulheres no mercado de trabalho é superior a 47%.

A superintendente do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, Heloisa Bedicks, destacou a ausência, no projeto, da previsão de sanção para quem descumprir a determinação. Marta ponderou que a inclusão de sanção pode dificultar a aprovação da proposta.

João Vicente Claudino (PTB-PI), relator na CAS, lamentou que as mulheres precisem provar competência e experiência anterior para terem crédito como gestoras, “enquanto o homem pode ser uma aposta: ele é contratado pelo futuro”.

Segundo o pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), Alexandre Di Miceli, um maior número de mulheres nos centros decisórios resulta em diversidade de pontos de vista e, consequentemente, em “decisões mais acertadas, melhor desempenho financeiro, melhor aproveitamento do capital humano, menos conflitos internos, menos operações com risco extremo, melhores práticas de governança, valorização da adoção de padrões éticos e melhor sensibilidade social e de mercado”.

Para o representante da BM&F Bovespa, Carlos Alberto Rebello, o mérito deve embasar as nomeações.

Ele observou que os primeiros concursos públicos para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovavam maioria do sexo masculino, mas hoje a maioria dos aprovados são mulheres.(Jornal do Senado)


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