19/06/2013 08h38
Segundo documento produzido pela Bloomberg, em parceria com a Frankfurt School, investimentos foram 40% menor.
Lançado na semana passada pela Bloomberg, o relatório "Tendências globais para investimento em energia renovável 2013" (tradução livre para "Global trends report in renewable energy investment 2013") mostra, entre outras coisas, que o investimento no setor dos biocombustíveis em 2012 foi o segundo menor em nove anos, US$ 5 bilhões – US$ 3,8 bilhões em economias desenvolvidas e US$ 1,2 em economias em desenvolvimento.
O valor é apenas mais alto do que o investido em 2004, US$ 3,7 bilhões, 40% menor do que o investido no ano passado - US$ 8,3 bilhões – e quase seis vezes menor do que o investimento mais alto no setor durante o período: US$ 28,2 bilhões, em 2007.
De acordo com o documento, resultado de um estudo desenvolvido em parceria entre a própria Bloomberg e a Frankfurt School-UNEP Centre, um dos motivos para isso foi o fim do período de boom tanto do etanol de milho americano (2006/2007), quanto do etanol de cana brasileiro (2007/2008).
Além disso, houve uma "limitação do apoio governamental", ilustrada com a diminuição dos objetivos de consumo de energias renováveis para a União Europeia (UE) e, nos Estados Unidos, com a redução da meta "irrealista" de produção de etanol celulósico de um bilhão para 14 milhões de galões em 2013.
"Se o volume de produção de biocombustíveis de segunda geração continuar a decepcionar, a pressão dos lobbies do petróleo e do etanol de milho para acabar com os objetivos [do RFS] ficarão mais difíceis de resistir", alerta o relatório. Isso destruiria o mercado e qualquer incentivo para mais investimentos.
O documento cita também que o ano passado foi marcado pelo início de disputas comerciais, as quais ameaçam o equilíbrio do mercado.
Uma delas seria a tarifa antidumping imposta pela EU ao etanol de milho americano.
Ainda segundo o texto, os projetos do setor financiados em 2012 somaram apenas US$ 2 bilhões, ante os US$ 5,3 bilhões do ano anterior.
O destaque positivo foi para um discreto crescimento nos investimento em pesquisa e desenvolvimento para o setor: 2%, chegando a US$ 1,7 bilhão.
Boa parte deste valor foi destinada à pesquisa para o desenvolvimento de "tecnologias de segunda geração", como a de etanol celulósico. (novaCana.com)