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14/03/2012 07h21 - Atualizado em 14/03/2012 07h21

Greve de 3 dias fecha escolas a partir de hoje

Em MS, cerca de 600 mil de alunos da rede pública municipal e estadual ficarão sem aulas por três dias

 
Marli Lange
Estudantes de todo Estado podem ficar sem aulas por três dias por causa da greve nacional. Foto: Hédio Fazan

A maioria das escolas da rede pública de Mato Grosso do Sul devem aderir a partir de hoje à greve nacional. São quase 600 mil alunos entre a rede estadual e municipais que ficarão com as atividades interrompidas por três dias. As aulas só serão retomadas na próxima segunda-feira. Entre outras reivindicações, o objetivo é sensibilizar os governantes de estados e municípios a aderirem ao piso nacional dos professores, Lei Federal 11.738, de 2008.

Em Dourados, a expectativa é que movimento atinja 100% das escolas da rede municipal e estadual, um total de aproximadamente 50 mil alunos, segundo informou o Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação (Simted). “Primeiro achamos que o movimento deveria atingir 80%, mas diante das adesões acredito que vai atingir 100% das escolas e Ceims”, disse o presidente do Simted, João Vanderley Azevedo.

No caso de Dourados, ele informou que a prefeitura cumpre parcialmente a Lei do Piso. Mas acredita numa negociação favorável na data-base dos trabalhadores em educação que é em 1° de abril.

João explica que em termos salariais, o município já cumpre a lei. Atualmente os salários dos professores de nível médio, que cumprem 40 horas, é de R$ 1.187,00, o mesmo valor do piso nacional antes do reajuste anunciado pelo Ministério da Educação no final do mês de fevereiro deste ano, quando passou para R$ 1.451,00, (22,22% de aumento). “Como a nossa data-base é abril, a expectativa é que as negociações evoluam para o valor do piso nacional; acredito que tudo está caminhando para isso”, destacou o presidente do Simted.

O único detalhe, muito importante para os professores, é a mudança da hora-atividade. A categoria reivindica 1/3 para planejamento de aulas no lugar de ¼, que é atualmente. Com isso os professores teriam mais tempo para preparar melhor as aulas. “A hora-atividade é a única questão que falta para que Dourados cumpra integralmente o Lei do Piso, mas acredito numa negociação até o mês que vem”, afirmou o sindicalista.

A paralisação dos professores também visa melhorias para a educação, com a aprovação Plano Nacional de Educação (PNE). O projeto contém 20 metas para otimizar a educação pública para ser cumprido pelos governantes nos próximos dez meses. A reivindicação é aumentar a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para ser aplicado na educação.

DOURADOS JÁ CUMPRE PARTE DA LEI DO PISO, SEGUNDO SINDICATO

PARALISAÇÃO

Em Dourados, os profissionais da educação não ficarão parados durante a greve. Segundo o Simted, hoje a partir das 8h, será promovida uma passeata na região central da cidade. A concentração será em frente ao Fórum.

Amanhã, a manifestação será em Campo Grande, onde vão se reunir todos os sindicatos dos profissionais de Educação de Mato Grosso do Sul. De Dourados vai sair pelo menos cinco ônibus que irá transportar pelo menos 200 profissionais. Lá vão participar de passeata e concentrações, a partir das 8h na Praça do Rádio Clube. Após passeata será a entrega de documentos reivindicando o cumprimento da Lei do Piso Nacional na Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul) e no Tribunal de Justiça (TJ/MS).

No último dia de paralisação, o Simted de Dourados vai realizar uma seminário, a partir das 18h, na Câmara Municipal para discutir o piso, carreira e PNE.


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(2) Comentários

Como pode um pais querer ser de 1º mundo se nao paga quem forma os cidadao com um salrio digno, enquanto professores, policiais, bombeiros, medicos e setor saude forem tratados com descaso o Brsil segira a merce dos paise mais desenvolvidos.
Nao adianta fazer copa do mundo, olimpiadas, se nao se tem cultura e cinhecimento para receber os visitantes.

 
Clarita em 14 de março de 2012 - quarta às 09:23

Somente não aprovo a forma como feita aqui no meu bairro, funcionários diziam que a paralização naquela unidade seria somente na sexta-feira e hoje quarta-feira nós pais, fomos pegos de surpresa com a paralização. Poderiam exercer sua cidadania e direito enquanto trabalhadores de forma mais organizada e nunca prejudicando os pais com surpresas negativas. Ass: Pais descontentes. Melhor dia a todos!

 
Edmir em 14 de março de 2012 - quarta às 09:09

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