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04/06/2012 08h22 - Atualizado em 04/06/2012 08h22

Articulista douradense leva Prêmio Ecologia e Ambientalismo

Entre os agraciados com o prêmio está a douradense e articulista de O Progresso e do site Douradosagora, Maria Eugênia Carvalho do Amaral, bióloga, mestra e doutora em Ecologia pela UNICAMP, professora titular aposentada da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

 
 
Maria Eugênia Amaral é premiada Maria Eugênia Amaral é premiada
 
Prêmio Ecologia e Ambientalismo será entregue nesta quarta, na capital Prêmio Ecologia e Ambientalismo será entregue nesta quarta, na capital

A Câmara Municipal de Campo Grande realizará dia 6 de junho (quarta-feira), às 9h, a sessão solene de entrega do “Prêmio Ecologia e Ambientalismo”, instituído por meio do Decreto Legislativo nº 698/02. Diversas entidades e personalidades que promoveram ações e serviços relevantes para o desenvolvimento e a preservação do meio ambiente serão homenageadas. O prêmio tem como meta exaltar a imagem destes profissionais e instituições como um exemplo para a sociedade.

Dentre os agraciados com o prêmio está a douradense e articulista de O Progresso e do site Douradosagora, Maria Eugênia Carvalho do Amaral, bióloga, mestra e doutora em Ecologia pela UNICAMP, professora titular aposentada da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

Maria Eugênia lembra que em 1978, quando nem se falava em ecologia e poucas pessoas no país sequer sabiam do que se tratava, ela iniciou um trabalho pioneiro com controle biológico, em plantações de soja em Dourados, utilizando pulverização aérea de um agente biológico para controlar a praga mais devastadora da época: a lagarta da soja. "Este trabalho originou a minha tese de mestrado em ecologia que foi aprovada com “A”, distinção e louvor, em 1982 na UNICAMP.”

Relatando as dificuldades que encontrou para o desenvolvimento inicial de suas pesquisas, a professora relembra que era muito complicado falar em uma bactéria para matar a lagarta da soja. "O agricultor duvidava do efeito do inseticida biológico. Afinal, ele queria sentir o cheiro forte de veneno na lavoura e ver um monte de lagarta morta no chão logo depois da aplicação. E a bactéria, Bacillus thuringiensis, tinha uma ação mais lenta. Era uma mudança de mentalidade, foi uma ação demorada", diz.

Como professora na UFMS, Maria Eugênia também atuou na área de ecologia de polinização em ecossistemas do Cerrado e do Pantanal. Durante sua vida acadêmica trabalhou com ensino de graduação, pesquisa, orientação de alunos e coordenação de pós-graduação.

No período de 1993 a 1995 liderou a comissão de implantação do primeiro curso de Pós Graduação “stricto sensu” em Ecologia do Estado, recomendado pela MEC-CAPES, na UFMS, em Campo Grande. Foi a primeira coordenadora desse Mestrado, em “Ecologia e Conservação”, de 1996 a 2000. Com sua aposentadoria em 2002, até a presente data, tem atuado como consultora em Ecologia e Biodiversidade e como escritora e articulista de periódicos, publicando em revistas e em jornais impressos e eletrônicos, além de manter um blog sobre assuntos culturais e divulgação científica.

A sessão solene de entrega do prêmio será realizada na Câmara Municipal: Rua Ricardo Brandão, 1600 – continuação da Av. Fernando Correa da Costa –, em Campo Grande, às 9h do próximo dia 6 de junho (quarta-feira).

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