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15/03/2012 10h37 - Atualizado em 15/03/2012 10h37

Brasil defende divulgação de pesquisas para promover agricultura sustentável

 

Em palestra no 6º Fórum Mundial das Águas, a presidente da CNA destacou o rigor da legislação brasileira e voltou a propor a criação de áreas de proteção permanente em todos os países do mundo

Os produtores rurais brasileiros estão comprometidos em buscar apoio da ciência para defender o meio ambiente.

Uma das palestrantes no “Painel de alto nível sobre Água e Segurança Alimentar” do 6º Fórum das Águas, que se realiza em Marselha, na França, a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, defendeu a ampla divulgação de pesquisas científicas que permitam preservar o meio ambiente e aumentar a produção de alimentos.

“Os novos conceitos sobre as questões ambientais precisam ser amplamente divulgados para as sociedades e também para os produtores, sem exageros e de forma transparente”, disse a presidente da CNA.

Segundo ela, “é sempre tempo de olhar para o futuro, corrigir os erros eventualmente cometidos, sem criminalizar, sem penalizar as questões passadas”.

O Brasil foi o primeiro país do mundo a incluir a preservação dos recursos hídricos dentro da legislação ambiental.

Uma das mais rigorosas do mundo, a lei brasileira obriga os produtores rurais a manter Áreas de Preservação Permanente (APPs) para preservar matas ciliares, nascentes e áreas de forte recarga de água.

“E não lamentamos mais isso. Só lamentamos por um período, quando não conhecíamos a importância e a necessidade de preservação das matas ciliares”, destacou. “

A CNA buscou o apoio da ciência, dos pesquisadores, para aprender e repassar o conhecimento aos produtores, recuperando o tempo perdido e mostrando a importância da preservação da água”, afirmou a senadora Kátia Abreu.

No painel, que reuniu atores influentes do cenário internacional - como o ministro da Agricultura da França, Bruno Le Maire, o presidente do Conselho Internacional de Segurança Alimentar, Olaniran Yaya, o ex-diretor geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Michel Camdessus, o diretor assistente para meio ambiente da FAO, Alexandre Muller -, a presidente da CNA voltou a defender a proposta de que o mundo adote normas vinculantes que estabeleçam áreas de preservação permanente, as APPs, para proteger os recursos hídricos mundiais.

“Estamos aqui para mostrar nossa preocupação com o presente e principalmente com o futuro, não só do Brasil, mas de todo o planeta”, disse a senadora, destacando que a agricultura brasileira, uma das maiores do mundo, foi construída em apenas 27,7% do território nacional.

O País preserva 61% de suas florestas nativas originais e produz 12% da água doce do mundo.(CNA)

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