21/05/2013 10h00
Com a divulgação dos números referentes ao uso de créditos de carbono e emissões sob o esquema europeu de comércio de emissões, analistas da Thomson Reuters Point Carbon (TRPC) divulgaram projeções para os próximos anos.
“O uso de mais de 60% do limite (1,059 bilhão) total de créditos permitido na segunda e terceira fases combinadas, deixa uma demanda média anual de apenas cerca de 80 milhões para o período 2013-2020.
Isso levará o valor da Redução Certificada de Emissão (RCE) para perto da insignificância”, comentou Marcus Ferdinand, analista sênior da TRPC.
A Comissão Europeia divulgou que 503 milhões de créditos de carbono das Nações Unidas foram entregues por empresas ao Esquema Europeu de Comércio de Emissões (EU ETS) em 2012, quase o dobro de 2011.
Além disso, grande parte dos créditos usados é proveniente de projetos altamente criticados, como mostrou a ONG Carbon Market Watch na semana passada.
O uso marcado desses créditos, chamados de ‘cinzas’, tem a ver com a restrição na elegibilidade de muitas RCEs a partir de 2013.
“Devido a 2012 ser o último ano de cumprimento da segunda fase, era a última chance para os participantes do mercado usarem os chamados créditos ‘cinza”, colocou Ferdinand.
Das 219,6 milhões de RCEs usadas em 2012, 81% eram de projetos de HFC-23 e N20-ácido adípico, similar à taxa dos anos anteriores, mostra a TRPC.
Os outros 19% eram RCEs ‘verdes’, outros tipos de projetos que continuam elegíveis para geração de créditos sob o EU ETS.
Ferdinand completa que além das restrições de qualidade, os preços baixos das RCEs também deixaram os operadores do mercado tentados a usar mais créditos para o cumprimento de suas obrigações em 2012.(Instituto CarbonoBrasil)