18/05/2013 12h00
Na quinta-feira passada (09), a estação meteorológica com o histórico mais antigo de registros contínuos sobre as condições atmosféricas, Mauna Loa, no Havaí, registrou um pico na concentração de dióxido de carbono (CO2), 400 partes por milhão.
Agora, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) emitiu uma declaração explicando que, nos últimos dois anos, a média de aumento da concentração do CO2 na atmosfera é de 2 ppm por ano.
Até 2011, a quantidade de CO2 na atmosfera havia atingido 390,9 ppm, ou 140% a mais que o nível pré-industrial de 280 ppm.
“Nessa taxa de incremento, a média global anual da concentração de CO2 deve cruzar o limiar de 400 ppm em 2015 ou 2016”, alerta a OMM. Ou seja, o pico sazonal passará a ser a média anual.
A OMM adicionou que várias outras estações também alcançaram este marco “simbólico" desde o início de 2012 em uma época tida como o “máximo sazonal”, que ocorre no início da primavera no hemisfério norte, antes de o crescimento da vegetação absorver o CO2.
As estações meteorológicas, espalhadas em 50 países (figura), incluindo em regiões como Alpes, Andes, Himalaias, Ártico e Antártida, fazem parte da rede ‘Global Atmosphere Watch’ da OMM, que coordena as observações sobre os gases do efeito estufa para garantir que as mensurações ao redor do mundo sejam padronizadas e possam ser comparadas.
Segundo a OMM, o dióxido de carbono é o gás do efeito estufa mais importante emitido pelas atividades humanas, responsável por 85% do aumento na força radioativa – o efeito de aquecimento sobre o clima – da última década.
“Entre 1990 e 2011 houve um aumento de 30% na força radioativa devido aos gases do efeito estufa.
A força radioativa é calculada em relação ao nível pré-industrial”, explica a OMM. (OMM)