17/06/2013 12h00
A carne bovina produzida no Pantanal, de forma sustentável, poderá receber o selo de Indicação Geográfica (IG).
Para unir esforços neste projeto, oito entidades representativas do setor realizaram uma reunião na quarta-feira (12), na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do MS (Sistema Famasul).
O objetivo é inserir a carne produzida no pantanal em um sistema de IG, semelhante ao que ocorre com os queijos da Serra da Canastra (MG) e os vinhos do Vale dos Vinhedos (RS).
Para obter o selo é necessária a preparação de um relatório que comprova a identidade própria e inconfundível do produto.
As informações colhidas envolvem identificação do processo produtivo, genética animal, procedimentos, fauna, flora, perfil social dentre outros. Quem confere a certificação de Identificação Geográfica é o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).
Durante a reunião foi formado um grupo de trabalho interinstitucional para avançar em vários temas, formada pelas seguintes instituições: Famasul; Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS); Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur); do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de MS (Sebrae/MS); Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul); Associação Brasileira de Pecuária Orgânica (ABPO) e Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de MS (Fundect).
Para o consultor do Senar/MS, Clóvis Tolentino, a criação de um produto com IG valoriza a produção estadual, bem como o Bioma Pantanal.
“O selo agrega valor ao produto e abre caminho para a identificação de outros produtos, como já acontece com outros produtos sul-mato-grossenses, como Linguiça de Maracaju, Queijo Brum e a Farinha de Anastácio”, afirma.
A participação do Senar agrega porque permitirá a expansão de conhecimentos, por meio de treinamentos com certificação, contribuindo tecnicamente para a obtenção do selo, diz Tolentino.
Segundo o diretor secretário do Sistema Famasul, Ruy Fachini, o selo fortalece o mercado pantaneiro.
“A carne pantaneira é orgânica, sustentável, e muito demandada, com boa visibilidade e aceitação no mercado.
O selo fortalecerá esta visão”, destaca Fachini. (Assessoria de Imprensa Sistema Famasul)