22/03/2013 10h30 - Atualizado em 22/03/2013 10h30
Estudantes da Universidade Estadual de Mato Grosso Sul (UEMS-UUCG), unidade de Campo Grande, reunidos em assembléia na quarta-feira decidiram pela greve que iniciou ontem. Segundo paralisação por tempo indeterminado, ocorre após tentativas frustradas de negociações, durante os últimos 13 anos de existência daquela unidade na capital.
Segundo o grupo ligado ao Movimento Acadêmico, a UEMS na capital funciona no prédio da antiga Escola Estadual Irmã Bartira, no bairro Arnaldo Estevão de Figueiredo, sem condições ao funcionamento dos cursos porque não atendem às necessidades mínimas de ordem material, estrutural e didática.
De acordo com os estudantes, o espaço atual da biblioteca da Unidade, não oferece condições para a aquisição de todas as obras necessárias para o desenvolvimento intelectual dos acadêmicos, o que está em desacordo com os projetos pedagógicos de cada curso. “Com quatro anos de existência, a maioria dos cursos ainda não foi contemplada com os pedidos de compra de livros feito pelas coordenações no ano de 2009”.
Conforme o comando de greve, devido à falta de espaço físico, nenhum curso está sendo contemplado com laboratórios exigidos nos Projetos Pedagógicos, o que ocasiona uma defasagem no processo de ensino/aprendizado, pesquisa e extensão.
Naquela unidade funcionam três mestrados, dois em Letras e o de Educação, e todos serão avaliados pelas CAPES/CNPq com sérios riscos, pois necessitam de bibliografia completa, espaços específicos de orientação, acesso aos portais de periódicos nacionais e internacionais, salas de defesa, espaços específicos de secretaria e coordenação e salas separada para professores do curso. O primeiro Mestrado em avaliação será o Acadêmico em Letras, já em 2014. Os Cursos de Letras, Artes Cênicas e Dança e Geografia serão avaliados em 2013, e sofrerão prejuízo ante a situação, afirma, em nota.
Dentro deste contexto, o movimento acadêmico instituído pelos alunos da UEMS-UUCG recorre novamente aos órgãos competentes, reivindicando soluções para os problemas elencados; caso não tenhamos respostas positivas à situação haverá manifestações nas redes sociais e passeatas educativas, ações na justiça estadual e federal e comunicação ao MEC e Governo Federal da situação da Universidade.
PROJETO
A unidade de Campo Grande é a única, das quinze, que não tem sede própria. Mas, a universidade já tem o local e o recurso para iniciar a construção. O pré-projeto foi analisado em reunião, quarta-feira, na Agesul. O governo do Estado lançou, na terça-feira, a licitação para a contratação da empresa que fará o projeto executivo de arquitetura.
A abertura das propostas será no dia 8 de abril deste ano, a partir das 14h, na sede do órgão, no Parque dos Poderes.