15/06/2013 15h31 - Atualizado em 15/06/2013 15h31
G1/MS
O corpo do índio de 34 anos, morto a tiros em Paranhos, a 477 km de Campo Grande, foi enterrado na manhã deste sábado (14) na aldeia Paraguassu, segundo o representante do Conselho Aty Guassu, Otoniel Guarani. Os indígenas pediram que uma cruz seja colocada no local onde ele foi morto.
Segundo Guarani, lideranças indígenas se reuniram com membros do Ministério Público Federal (MPF) para chegar a um acordo sobre o enterro do indígena. O corpo foi sepultado às 9h (horário de MS).
Os índios queriam que o corpo fosse enterrado no local onde ocorreu o crime, mas devido ao estado de decomposição e a demora no acordo, ficou decidido que ele seria enterrado na própria aldeia.
Na reunião, segundo Guarani, os indígenas fizeram a proposta de que uma cruz seja colocada no local onde ele morreu e que o proprietário da fazenda deixe acesso livre para os indígenas nesse local.
De acordo com Otoniel Guarani, a proposta ainda não foi aceita. Na proposta, os indígenas pedem que o local não seja vigiado por capatazes e nem seja colocada cerca, pois na tradição indígena, o local é sagrado. Os indígenas pedem ainda uma reunião com Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo para falar sobre desapropriação de terra.
Os indígenas deram um prazo até a próxima quarta-feira (19) para o MPF levar uma resposta até a aldeia. De acordo com Guarani, não foi definida qual a ação deles caso não tenha uma resposta negativa, mas adianta que a fazenda não será ocupada.