26/02/2013 14h34 - Atualizado em 26/02/2013 14h34
O governador André Puccinelli recebeu nesta segunda-feira (25) a secretária dos Direitos Humanos da Presidência da República, ministra-chefe Maria do Rosário Nunes. Em pauta, o caso da morte do garoto indígena Denilson Quevedo Barbosa, de 15 anos, que foi encontrado numa fazenda vizinha à aldeia Tey’ikue, em Caarapó . O menino tinha saído para pescar junto com mais dois amigos e foi localizado no último domingo, dia 17, com três tiros na cabeça.
De acordo com a ministra o principal objetivo da visita foi avaliar o caso para que não haja impunidade qualquer no crime ocorrido contra o adolescente. “Trabalhamos conjuntamente com o governo do Estado para que esta circunstância não fique impune. Temos sempre o papel da mediação, e neste caso, uma preocupação muito grande com as comunidades indígenas no sentido de que elas sejam atendidas nos seus direitos e no direito à vida”, disse Maria do Rosário ao ressaltar que é papel do Estado e da União defender a vida de todas as pessoas, independentemente de etnia. “É um absurdo que um menino seja morto. Isso incomoda e exige das autoridades, e foi o que solicitei ao governador André Puccinelli que está tratando o caso com a devida prioridade, para que não fique impune e nós tenhamos os resultados desta investigação o mais rápido possível”, completou.
O governo do Estado assumiu um compromisso na resolução do caso, segundo Puccinelli. “Assumimos um compromisso com a ministra para que as apurações sejam feitas com o rigor que a Secretaria de Justiça e Segurança Pública trará a caso e a outros casos. O que nós queremos é a preservação da vida. Não quero que morra patrício indígena, não quero que morra branco, não quero que morra ninguém. Eu a ministra assumimos um compromisso de gente que tem visão do futuro. O que foi para trás não mais se conserte, mas que a impunidade não existindo, servirá de exemplo”, completou.
A ministra Maria do Rosário Nunes detalhou as ações constatadas no governo do Estado para esclarecer crimes contra indígenas. “O Ministério Público Federal está acompanhando juntamente com o compromisso do governo estadual e da União este e outros crimes que já ocorreram no Estado. Estes casos não ficarão impunes. É preciso que tenhamos um conjunto de ações para tranquilizar a região e não tenhamos o acirramento de contradições de nenhuma espécie. A morte e a violência não levam a lugar nenhum”, delineou a ministra.
