25/05/2012 16h47 - Atualizado em 25/05/2012 16h47

Negociação encerra greve do Judiciário

 
 
A decisão aconteceu após reunião que aconteceu na manhã desta sexta (25), no Tribunal de Justiça A decisão aconteceu após reunião que aconteceu na manhã desta sexta (25), no Tribunal de Justiça

O servidores do Judiciário, que estavam em greve desde quarta-feira (23), decidiram em assembleia geral encerrar o movimento. A decisão aconteceu após reunião que aconteceu na manhã desta sexta (25), no Tribunal de Justiça (TJ), entre a comissão representativa dos servidores e o desembargador Joenildo de Souza Chaves, futuro presidente do TJ. Após a reunião, os trabalhadores do Judiciário estadual de Campo Grande realizaram assembleia e optaram por aceitar o acordo e pelo retorno ao trabalho a partir de segunda-feira.

Pela proposta acordada entre as partes, os servidores do Judiciário receberão reajuste salarial de 6% mais um abono mensal de R$ 150,00 linear, extensivo aos aposentados. O Vale Alimentação receberá reajuste de 5%, passando de R$ 374,00 para R$ 392,70, a partir de julho. Os dias parados não serão descontados mas os servidores deverão repor as horas não trabalhadas.

Para se chegar ao acordo e encerrar a greve, o TJ negociou ontem com o Executivo um aporte de R$ 500 mil mensais ao Judiciário para que pudesse atender a reivindicação dos servidores. Também foi garantida a incorporação do reajuste e abono de R$ 150,00 de forma definitiva no Plano de Cargos, Carreiras e Salários, bem como na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

A diretoria do Sindijus-MS defendeu a ratificação do acordo na Assembleia Geral por considerá-la um ganho, principalmente para os menores salários. “Com esse acordo, 6% mais R$ 150,00, teremos uma variação de ganho entre 18% (menor salário) a 7% (maior salário)” afirmou o presidente do Sindijus-MS Dionizio Avalhaes. Para ele, foi a greve que forçou a negociação e melhoria da proposta inicialmente apresentada pelo TJ.

PCCS – A prioridade do Sindijus-MS agora é o debate sobre o Plano de Cargos e Carreiras e a LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias, que deve ser votada até junho na Assembleia Legislativa e que projeta os gastos dos Poderes, inclusive com pessoal, para o ano seguinte.

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