16/05/2013 16h08 - Atualizado em 16/05/2013 16h08
A Polícia Federal de Mato Grosso do Sul prendeu seis pessoas que atuam com exploração sexual e trabalho escravo de pessoas. Dois inquéritos estão sob sigilo.
As investigações contra o grupo, uma família, começaram em 2012. Eles viviam em busca de mulheres e de acordo com o delegado Alexandre do Nascimento, de Corumbá, a família convidava garotas para serem dançarinas e inclusive já passaram por Campo Grande.
“Chegando em Corumbá as vítimas seguiam para um alojamento e depois eram obrigadas a fazer programa no motel da quadrilha e ficar em uma boate. E as meninas ainda faziam eles consumirem muita bebida alcoólica contrabandeada, tendo o controle de cada um por fichas de consumo que tivemos acesso”, conta ao Midiamax o delegado da PF de Corumbá.
Desta boate, tal como é mostrada na novela da Globo, 45 mulheres com idade entre 20 a 30 anos vendiam o corpo. “Duas delas vieram do exterior e tinham de convidar as amigas para cá, dizendo que seriam dançarinas. O chamariz da cidade é a pescaria e aliado a este atrativo existe a prostituição”, explica o delegado Nascimento.
Concluídas as investigações, o delegado diz que o inquérito está em fase de denúncia no Ministério Público. E outros casos também continuam em averiguação. “Tivemos recentemente o caso de bolivianos levados para São Paulo com quatro prisões em flagrante por trabalho escravo. No mês passado também flagramos um empresário levando sete bolivianos para a sua confecção em São Paulo e ainda um grupo de senegaleses indo para a mesma cidade trabalhar na construção civil”, fala o delegado Nascimento.
Desconhecidos pela maioria da população, este são casos complexos com investigação permanente. “Como disse anteriormente, temos outros dois inquéritos de tráfico de pessoas sob sigilo e diversas denúncias de gente entrando ilegalmente no Brasil”, finaliza o delegado.
(As informações são do MidiaMax)