01/03/2013 09h49 - Atualizado em 01/03/2013 09h49
Documento exige que policiais sejam submetidos a exames físicos regulares; reprovados não poderão participar de cursos de promoção
Renan Nucci
A Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (ACS/MS) teme que a portaria número 002, de 15 de fevereiro de 2013, publicada por meio do Boletim do Comando Geral (BCG), impeça que trabalhadores da categoria sejam possibilitados de receberem promoção. A normativa exige que cabos e soldados que estão em pleno exercício de sua função sejam submetidos a Testes de Aptidão Física (TAF) regularmente, a cada seis meses.
Segundo os artigos 9º e 10º do documento, os militares que forem reprovados no teste perderão o direito de se inscrever em cursos e estágios da Polícia Militar. Mesmo aqueles que estiverem sendo aprovados nas avaliações semestrais, poderão ser submetidos a novos TAFs para serem promovidos, caso o edital do curso exija. Os policiais alegam que após certo tempo de serviço, acabam perdendo o condicionamento físico.
De acordo com Cláudio Souza, vice-presidente da ACS, o PM terá que virar atleta por conta própria. “É uma exigência que impossibilita a promoção da maioria dos cabos e soldados, porque o Estado não oferece condições mínimas para que o segmento possa se preparar para a realização do teste, não existem academias ou centros esportivos da polícia na capital nem no interior”, disse ele em entrevista ao portal Ronda.
O vice da ACS ainda afirma que a categoria vai procurar as autoridades para tentar mudar este quadro. "Penso que deveríamos realizar um grande movimento público, para modificar o sistema de promoções dos cabos e soldados, por intermédio da mídia, da Assembléia Legislativa e do Ministério Público. Os anos de trabalho em que o policial colocou sua vida em risco combatendo marginais não podem ser ignorados”, exclamou.
