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Marcos Santos
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Explicação de Artuzi

O prefeito Ari Artuzi (PDT) entrou em contato com a coluna ontem, por telefone, para desmentir que tenha pedido voto a favor do vice-governador Murilo Zauith (DEM) na corrida ao Senado Federal, durante o lançamento da candidatura do presidente da Câmara Municipal de Dourados, Sidlei Alves (DEM), na noite de sábado. Artuzi confirmou que declarou voto ao Senado em Delcídio do Amaral (PT) e Waldemir Moka (PSDB), mas negou que tivesse feito o mesmo em relação ao vice-governador. “Eu defendo sim que Dourados eleja um senador, mas só posso votar em dois nomes que são o Delcídio e o Moka”, explicou o prefeito. Apesar disso, Artuzi mandou colar no seu veículo os adesivos de Delcídio, Moka e Murilo.

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O prefeito iniciou a conversa ontem classificando a coluna como tendenciosa porque teria postado uma informação que, segundo ele, não correspondia com a verdade. “Eu não declarei voto no Murilo, apenas abracei ele e disse que Dourados precisa eleger um senador, mas não disse que votaria nele”, argumentou o prefeito.

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Empolgado, o prefeito fez questão de explicar sua preferência para o Senado: “eu voto no Delcídio porque ele traz muitos recursos para Dourados, é um parceiro da prefeitura e sempre atende nossos pedidos”, salienta. “Eu voto no Moka porque o André (governador André Puccinelli) pediu para eu ajudar o candidato dele quando me deu R$ 10 milhões para recapear as ruas e avenidas de Dourados”, concluiu.

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Segue o prefeito, justificando seu voto em Waldemir Moka e não em Murilo Zauith: “além disso, o Moka também mandou uma emenda de R$ 30 milhões para Dourados, mas o dinheiro ainda não foi liberado, só que mesmo assim eu voto nele para o Senado”, garantiu Ari Artuzi em contato por telefone com a coluna.

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Vale lembrar que a fidelidade de Ari Artuzi com o candidato do governador André Puccinelli ao Senado Federal contraria a fidelidade que o prefeito teria ter com seu partido, o PDT. Apesar de ter sido um dos principais incentivadores da campanha de Artuzi à prefeitura de Dourados, o deputado federal Dagoberto Nogueira, candidato ao Senado, nem é lembrado pelo prefeito. Vai vendo...

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Ainda durante a conversa por telefone, o prefeito explicou sua preferência por Ary Rigo na corrida pela Assembleia Legislativa, e por Edison Giroto na disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados. “Eu voto no Rigo porque ele é o deputado que mais me ajuda e foi por intermédio dele que eu consegui os R$ 10 milhões para recapeamento e consegui os recursos para o Anel Viário”, argumentou.

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Segue o prefeito: “o meu voto no Giroto foi um pedido do governador André Puccinelli, mas também porque ele me ajudou na prefeitura quando foi secretário estadual de Obras”, confessa Artuzi. “Nem o Giroto, nem o Rigo são paraquedistas como você tenta mostrar na coluna, eles fazem mais por Dourados do que muita gente que tem mandato aqui na cidade mas não serve nem para fazer sombra”, disparou o prefeito.

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Artuzi aproveitou para afirmar que ele está fazendo obras que nenhum outro prefeito fez: “quem mandou recapear as ruas que estavam destruídas?”, questionou. “Quem está construindo mais de 5 mil casas e apenas 140 delas estão sem asfalto?”, voltou a perguntar. “Em um ano e meio já fiz mais que muitos que passaram pela prefeitura”, finalizou. Então, tá...

Abandono

O prefeito Ari Artuzi poderia aproveitar toda essa competência e mandar acelerar as obras de reforma da Escola Municipal Professora Antônia Cândida de Melo, onde as crianças estão estudando na quadra de esportes porque a cobertura das salas de aula está sendo substituída em pleno período escolar. Se sobrar tempo, pode mandar resolver também problemas como a falta de medicamento nas farmácias básicas e a sujeira que tomou conta das ruas da cidade.

Abandono 2

Por falar em sujeira, cabe lembrar que a Prefeitura de Dourados está fazendo pouco caso dos moradores da Rua dos Missionários, na região do Portalzinho, local que foi transformado num verdadeiro lixão. Ontem, por exemplo, tinha desde vaso sanitário até animais mortos às margens da rua. Está faltando autoridade para o secretário municipal de Serviços Urbanos, Marcelo Hall, solucionar em definitivo o problema. Alô Marcelão, passa lá!!!

Ardidas

 A Prefeitura de Dourados agiu rápido e mandou remover as lavouras de girassol que tinham sido plantadas em diversas rotatórias da cidade. A coluna informou ontem que algumas dessas plantações, que partiu de uma iniciativa infeliz e bisonha, tiraram toda visibilidade das rotatórias, mas o problema já não existe mais. Resta saber, agora, quem vai pagar a conta?

 O governador André Puccinelli desmentiu, com base nas tabelas oficiais de vencimentos, os índices de reajuste de professores atribuídos ao governo anterior. Segundo os dados disponíveis na Secretaria de Educação, não são verdadeiras as notícias veiculadas sobre evolução salarial de 215% dos professores. O índice é de 57%.

 André afirmou que os dados divulgados pelo adversário não são sérios e garantiu que para chegar ao reajuste de 215% anunciado, a assessoria do candidato petista parte de uma remuneração de professor com carga horária de 20 horas (R$ 287,27 em 1998) e fecha o cálculo usando a remuneração de um professor com carga horária de 40 horas (R$ 905,10 em 2006).

 “Na verdade, o professor de 20 horas que tinha vencimento de R$ 287,27, em 1998, passou a receber R$ 452,57, em 2006, conforme o reajuste assegurado pela lei 3.190 de 2006. Isso significa uma evolução salarial de 57%, bem inferior aos 215% alardeados pela comunicação petista”, desabafa André.

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