Marcos Santos
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Destempero Verbal
O inferno astral do prefeito Ari Artuzi parece não ter fim, tanto que ele nem bem consegue apagar um incêndio e já surgem novos focos. Depois de soltar a infeliz frase “Nóis temu fazenu serviço de genti branca, serviço de genti...”, durante entrevista à Grande FM, onde falava sobre os trabalhos de recapeamento asfálticos das ruas de Dourados, o prefeito foi surpreendido pela iniciativa do deputado federal Geraldo Resende (PMDB), que ingressou com representação no Ministério Público Estadual por crime de preconceito racial. A representação foi encaminhada ao MPE para que sejam adotadas as medidas cabíveis com base na Constituição Federal e na Lei Afonso Arinos.
Racismo
O artigo 5.º da Constituição Federal define, no inciso XLII, que a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei. A Lei 7.716, de 5 de janeiro de 1.989, define que praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional pode gerar pena de reclusão de um a três anos e multa.
Racismo 2
Além da representação do deputado Geraldo Resende, outra manifestação foi a nota de repúdio do Movimento Negritude de Dourados lamentando a frase dita pelo prefeito. O mesmo movimento cobrou envolvimento de outros setores organizados da sociedade a repudiar a declaração de Ari Artuzi.
Explicando
No começo da manhã de ontem, o prefeito Ari Artuzi divulgou nota onde explica a frase “Nóis temu fazenu serviço de genti branca, serviço de genti”. A nota tem o seguinte teor: meus adversários mais uma vez tentam se aproveitar da situação para me prejudicar politicamente.
Explicando 2
Segue o prefeito: numa clara demonstração de desespero político, me acusam de racismo e ameaçam recorrer ao Ministério Público por palavras que indevidamente pronunciei na entrevista à Rádio Grande FM, no sábado passado. Entretanto, as pessoas que me conhecem sabem que não sou e nunca fui racista ou preconceituoso.
Explicando 3
Continua Artuzi: sempre trabalhei para atender a população mais necessitada de nosso município sem olhar cor, raça ou religião. As pessoas que me conhecem sabem muito bem que não sei fazer discurso bonito e que a dificuldade para discursar nunca meu impediu de trabalhar incansavelmente em defesa do povo de Dourados.
Explicando 4
Finaliza o prefeito: reconheço que usei palavras indevidas que não devem ser ditas por ninguém, muito menos por uma autoridade pública, e peço desculpas a toda a população. Reafirmo que não tenho preconceito racial. Não desprezo ninguém. Sou um homem do povo, conheço as dificuldades da população e tenho trabalhado dia e noite em defesa de todas as pessoas.
Filiação
Em plena efervescência da campanha eleitoral para escolha de deputados, senadores, governadores e presidente da República, os integrantes do Partido Social Democrata Cristão (PSDC) preparam uma grande festa para receber a filiação do jornalista e radialista Antonio Coca, em ato marcado para os próximos dias, na área central de Dourados.
Filiação 2
Antônio Coca se junta ao promotor aposentado e advogado Upiran Jorge Gonçalves na construção de um projeto político para 2012. O radialista da Grande FM, já teve experiência nas urnas quando saiu candidato a deputado federal e ganhou bagagem para turbinar o desejo de novamente retornar a vida política partidária.
Promotoria
A promotora de Justiça, Cristiane Amaral Cavalcante, que respondia pelas Promotorias de Defesa do Idosos, das Pessoas com Deficiência, do Consumidor, da Saúde e da Infância, está de malas prontas. A moça foi transferida para Campo Grande, onde deverá tirar o sono dos incautos da Capital, a exemplo do que vinha fazendo em Dourados.
Promotoria 2
Com a transferência de Cristiane Amaral Cavalcante, Dourados ficará ainda mais carente de titulares para as pastas do Ministério Público e aqueles que ficam devem acumular ainda mais trabalho. Vale lembrar, por exemplo, que a Promotoria da Infância e Juventude, uma das mais importantes na estrutura do Ministério Público Estadual, está há anos sem um promotor titular. É mole?
Ardidas
Bastou a coluna informar que o candidato a deputado estadual que anda adesivando carro em troca de cota de 10 litros gasolina por semana é o mesmo que na campanha passada contratou um monte de cabo eleitoral em Dourados e não pagou, para receber mais informações sobre o nebuloso episódio.
Algumas pessoas juram que o dito cujo não teve culpa no episódio de 2006 porque o dinheiro para o pagamento dos cabos eleitorais teria sido entregue a um dos coordenadores da campanha em Dourados, que preferiu embolsar a gaita. Não importa de quem foi a culpa, o fato é que pessoas que passaram semanas agitando bandeiras nas avenidas centrais e distribuindo santinhos ficaram sem receber.
Portanto, fica o alerta para que os cabos eleitorais pensem bem antes de aceitar oferta de trabalho na reta final da campanha. A sugestão é para que se exija o pagamento antecipado, sobretudo, se o contratante for o mesmo que deu o balão na campanha de 2006. O mesmo alerta vale para os proprietários de postos de gasolina, pois não custa lembrar que já tem empresário amargando calote.
Hoje tem propaganda eleitoral gratuita dos candidatos ao governo do Estado. Os eleitores de Mato Grosso do Sul devem estar curiosos para saber o que o governador André Puccinelli, candidato à reeleição, e o ex-governador Zeca do PT, que tenta voltar ao Parque dos Poderes, vão apresentar neste primeiro dia.
