06/05/2013 06h17
Conjuntura - Williams Araújo
Proximidade
O prefeito Alcides Bernal (PP) e o governador André Puccinelli (PMDB) demonstram cada vez mais cordialidade mútua em público. Juntos, os dois participaram ontem de uma gincana durante o evento “Undokai”, da Associação Nipo Brasileira, e até “trapacearam” em equipe, visando ganhar a disputa dos donos da casa. Mas como ninguém deixa barato, Puccinelli não resistiu e disse que até em gincana precisa ajudar Bernal. O prefeito não deixou por menos: juntou os papéis com o número 1 que estavam nas mãos do governador e formou o número 11, que identifica sua sigla partidária. Puccinelli não gostou muito, e em tom de brincadeira arrancou os papéis das mãos de Bernal.
Balança
O visível descontentamento com seu partido e com algumas de suas lideranças fazem do vereador peemedebista Paulo Siufi um potencial futuro aliado do prefeito Alcides Bernal (PP). O peso político que possui aliado à sua experiência legislativa, pode transformá-lo numa espécie de homem forte do prefeito na Câmara. Como a coluna já informou, essa insatisfação tem nome, sobrenome e origem. E tudo começou com a definição do candidato a prefeito da Capital nas eleições de 20112.
Prestação de contas
Os personagens mudam, mas a história se repete: dos 12 vereadores reeleitos em Campo Grande, no ano passado, quatro ainda não apresentaram nenhum projeto de lei desde o começo dos trabalhos. São eles: Flávio César (PTdoB), ex-líder de Nelsinho Trad (PMDB) no Legislativo, Alex do PT, líder de Alcides Bernal (PP), Dr. Jamal (PR) e João Rocha (PSDB). Entre os novatos, há seis vereadores que também não mostraram muito serviço até o momento, tendo apresentado apenas um projeto de Lei desde o início dos trabalhos: Otávio Trad (PTdoB), Waldecy Chocolate (PP), Delei Pinheiro (PSD), Gilmar da Cruz (PRB), Engenheiro Edson (PTB) e Alceu Bueno (PSL).
Placas iguais
O veterano Airton Saraiva (DEM), vereador de oposição à atual administração, apresentou dois projetos de Lei. Um deles declara de utilidade pública uma instituição e outro foi produzido exclusivamente para atingir o prefeito Alcides Bernal (PP), sem trazer muitos benefícios reais para a população. A proposta proíbe a identificação de veículos, documentos e próprios municipais com logomarcas, slogans, cores ou quaisquer outros símbolos que identifiquem a gestão específica. Na prática, o projeto visa proibir que o prefeito crie marcas e mude as cores das placas ou até prédios públicos, atitude já tomada por outros administradores.
Prazo
Municípios com menos de 50 mil habitantes têm que, obrigatoriamente, cumprir com a Lei da Transparência até o dia 27 de maio. A Assomasul adverte que aqueles que não obedecer ao prazo vão sofrer penalidades como a suspensão de recursos oriundos de transferências voluntárias e verbas de programas federais. De acordo com a Lei Complementar 131/2009, todas as informações sobre a execução orçamentária e financeira dos entes federados – União, Distrito Federal, Estados e Municípios – devem estar acessíveis a qualquer cidadão por meio eletrônico, em uma página na internet. Tudo isso em tempo real.