18/06/2013 06h21
Conjuntura - Williams Araújo
Temor
Descumprimento de ordens judiciais – no campo e na cidade – e desrespeito às autoridades policiais, no pleno exercício de seu trabalho, viraram fatos corriqueiros país afora e começam a preocupar a sociedade brasileira.
A farra de vândalos e malfeitores na pele de manifestantes coloca em risco o ir e vir dos trabalhadores, que com a força do seu trabalho, alavancam o progresso do Brasil. Está na hora da Justiça pesar a mão em suas decisões e fazer com que as mesmas sejam cumpridas, custe o que custar.
Espera
O término do prazo para as filiações partidárias, 4 de outubro, deve mostrar, nas entrelinhas, o caminho que os maiores partidos vão tomar em Mato Grosso do Sul. Até este momento, o PT é o único dos grandes que já definiu sua candidatura à sucessão do governador André Puccinelli.
PMDB e PSDB ainda buscam subsídios para montar sua chapas ou formatar uma grande aliança. Os demais partidos esperam essa movimentação para, também, definir o futuro de cada um.
Opostos
Diferenças e picuinhas antigas podem afastar o PMDB do PT para um eventual projeto de disputa ao Governo do Estado. Essas evidências ficam cada vez mais nítidas nos encontros peemedebistas pelo interior, onde sua militância não arreda pé de uma candidatura própria.
Sem o aval dessas lideranças, fica difícil para o partido navegar em outra direção, já que sempre se colocou em posição de liderança e não de liderado.
Maleável
Enquanto aguarda o desenrolar dos acontecimentos, o PSDB vai colhendo subsídios pelo interior na montagem de um projeto consistente e que caia no agrado dos sul-mato-grossenses.
Apesar dessa busca por fortalecimento, o partido também trabalha por uma composição com outra plataforma em que garanta sua participação na chapa majoritária. Nesse caso, a vaga ao Senado é bem vinda, mas desde que o projeto agregue ideias colhidas pelos tucanos no Estado.
Previsão
Duda Mendonça, publicitário que comandou as campanhas vitoriosas do ex-presidente Lula, fez uma previsão sombria para a presidente Dilma Rousseff (PT). Para ele, ela só venceria a eleição de 2014 se conseguir eliminar seus adversários ainda no primeiro turno.
Nesse caso, mesmo com a aceitação de seu governo batendo à casa dos 70%, ela perderia o pleito num eventual segundo turno. Com a caneta na mão, a petista deverá jogar duro contra o inimigo número um dos brasileiros, ou seja, a inflação.