13/09/2012 11h04 - Atualizado em 13/09/2012 11h04
Renan Nucci
A Usina Velha, considerada por muitos como um dos principais pontos turísticos de Dourados, enfrenta situação de abandono e precisa de ‘socorro’ para que não caia no esquecimento, correndo o risco de desabar, ou até mesmo ser demolida. Para que isso não aconteça, membros da sociedade civil se reuniram na tarde desta quarta-feira na sede da Promotoria de Justiça, para traçar um plano de recuperação da área.
O encontro contou com a presença do Promotor de Justiça do Patrimônio Histórico e Cultural, Ricardo Rotunno, representantes da classe de artistas, docentes, historiadores, associações e movimentos populares. A pauta principal era a instalação do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural de Dourados, a efetivação do livro tombo, e a restauração e conservação da Usina.
De acordo com o músico Fernando Dagata, o local é figura emblemática na história da cultura douradense, pois já abrigou diversos eventos como shows, apresentações teatrais e outros movimentos. “Queremos que a área seja vista como um símbolo por nossas autoridades, para que haja uma estratégia de preservação e uma reforma urgente. A chaminé, por exemplo, pode cair a qualquer momento”, explicou Dagata.
Ainda de acordo com o artista, na reunião ficou definido que todos os envolvidos irão participar de um debate (data a ser definida) com a Administração Municipal, para que sejam tomadas as providências necessárias acerca do caso. “A Usina ainda é referência, pois tem sido utilizada por grupos musicais e empresas que aproveitam o espaço para realizar filmagens e fotografar books. Por isso não pode ser negligenciada”, disse.
