22/02/2012 16h39 - Atualizado em 22/02/2012 16h39
Laudo da PRF aponta que caminhão invadiu pista de Giancarlos Teló
Laudo da perícia técnica da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Paraná revela que o empresário Geancarlos Teló, condutor do veículo Azera, não fez ultrapassagem. O carro que ele dirigia colidiu na semana passada contra um caminhão Ford Cargo, na BR-163, município de Toledo (PR). No acidente o pai de Geancarlos, Stéfano Teló, empresário douradense, morreu na hora. Barbara Lais e Anadir, mulher e mãe de Geancarlos, respectivamente, tiveram ferimentos e estão hospitalizadas.
Conforme averiguações realizadas no local do acidente, no Km 263,7 da BR 163, verificou-se, através dos vestígios, que o caminhão deslocava-se de Toledo a Toledo, quando, antes do trevo da Vila Ipiranga, foi sair à esquerda, invadindo a pista contrária. Neste momento, o veículo Azera, que se deslocava no sentido Quatro Pontes-Toledo (pista contrária), não conseguiu parar e colidiu na lateral direita do caminhão e capotou, parando no meio da pista. Com o impacto, o caminhão tombou no acostamento, segundo a PRF.
À Polícia, o motorista do caminhão, Aldemir Danie, disse que “conduzia o veículo pela rodovia quando deu sinal que iria entrar a direita, mas quando percebeu estava ao lado do eixo, e ao tentar tirar perdeu o controle e capotou.
Já o motorista Geancarlos disse que “estava sozinho na sua pista e o caminhão também sozinho na dele”. Ainda disse que numa curva leve antes do trevo o caminhão entrou em sua pista. Com isso Gencarlos desviou ao máximo para a direita, no acostamento, porém o caminhão também foi para essa direção. Com isso Gencarlos disse que, sem opção, teve que voltar para a esquerda, com a intenção de passar por trás do caminhão, mas não conseguiu, vindo a bater no meio do Ford Cargo, próximo ao truque. Ele afirmou que, em nenhum momento, freou o veículo bruscamente, pois imaginou que o caminhão iria voltar para a outra pista.
Confira o relatório da PRF na íntegra
Laudo mostra que caminhão (V1) invadiu a pista contrária do veículo Azera (V2) de Geancarlos.
(3) Comentários
Fatalidade!
O que mostra o Laudo, infelizmente, é corriqueiro, quanto se trata de caminhão ou carreta em rodovias e estradas vicinais, se acha o dono da estrada...
Se o Brasil fosse um país sério, esse caminhoneiro puxaria muitos anos de cadeia por assassinato. Como estamos num país sem Leis para esse tipo de crime, a solução é partir para a esfera cível e exigir uma indenização altíssima, que é a única pena possível de aplicar ao causador da tragédia.

