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30/07/2012 16h41 - Atualizado em 30/07/2012 16h41

Leishmaniose se concentra em quatro bairros de Dourados

Izidro Pedroso, Vila Industrial, Jardim Terra Roxa e Jardim Colibri são os que mais apresentam casos da doença

 
Renan Nucci
 
Animais doentes ficam alojados no canil do CCZ. (Foto: Renan Nucci)

Quatro bairros de Dourados são os que mais registram casos de animais com leishmaniose no município, apontam dados divulgados pelo Centro de Controle de Zooneses (CCZ) nesta segunda-feira (30).

O grande número de locais úmidos, escuros e com lixo orgânico em decomposição, como terrenos baldios, fazem do Izidro Pedroso, Vila Industrial, Jardim Terra Roxa e Jardim Colibri, o habitat perfeito para o desenvolvimento e reprodução do mosquito Flebótomo, responsável pela disseminação da doença.

Segundo o veterinário do CCZ, Bruno Fernandes Vieira, por semana, dezenas de animais são encaminhados ao Centro e a maioria deles está infectada. “Existem muitos casos na cidade, porém, apesar da grande incidência, a moléstia está sob controle na região e não chega a ser uma epidemia”.

TIPOS DA DOENÇA

O Flebótomo, também conhecido como mosquito-palha se alimenta do sangue de animais (principalmente cães) e homens. Através de sua picada, que costuma doer muito em suas vítimas, ele transmite o parasita do gênero leishmania que causa a leishmaniose cutânea e a visceral.

A cutânea é a forma mais comum e provoca infecções semelhantes à sarnas ou micoses na pele do ser afetado, sendo de fácil manutenção caso diagnosticada com antecedência. Já a visceral é o tipo mais grave e pode levar a óbito se não tratada a tempo.

“A visceral afeta principalmente órgãos como o baço e o fígado, fazendo-os aumentar em tamanho. Ela pode também atingir a medula óssea. Animais com esta doença são imediatamente encaminhados à eutanásia, já os humanos precisam ser tratados o quanto antes, caso contrário a recuperação é muito difícil”, explicou Bruno.

O número de pessoas infectadas na cidade não foi divulgado, porém, recentemente uma criança foi diagnosticada no Jardim Canaã I, com a cutânea. "Os médicos achavam que fosse uma micose, contudo, um teste confirmou a presença do leishmania. Neste caso, a recuperação ocorreu sem grandes transtornos ao enfermo", lembrou.

PREVENÇÕES

De acordo com o veterinário, o Centro tem realizado ações preventivas em vários pontos de Dourados. “Estamos com equipes itinerantes que visitam casas em busca de focos do mosquito transmissor ou locais que possam favorecer o seu desenvolvimento. O objetivo é inibir a proliferação da doença”, explica.

Ele também lembra que, caso o animal apresente irritações na pele, principalmente na ponta das orelhas, queda de pelos ao redor dos olhos emagrecimento súbito, ou inchaço na região abdominal, o dono deve procurar auxilio veterinário. “Nos humanos, alguns dos sintomas são parecidos, mas também há incidência de febres, vômitos, indisposição, entre outros”, observa.

O Centro de Controle de Zooneses atualmente realiza os exames. “Os testes são invasivos. Infelizmente alguns animais quando diagnosticados com esta doença são sacrificados, principalmente pela visceral, que não tem cura, mas apenas o tratamento dos sintomas”.

O Centro está localizado no Jardim Guaicurus, mais informações através do telefone: (67) 3411 – 7753.

(1) Comentário

A população tem que se informar sobre exames mais precisos, vacina e tratamento da Leishmaniose. Sacrifício não é a solução. O mundo trata e o Brasil mata.

 
Aline em 30 de julho de 2012 - segunda às 21:58

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