22/05/2013 07h04 - Atualizado em 22/05/2013 07h04
Ministério da Saúde repassou pagamento de R$ 12,6 milhões para Universidade Federal da Grande Dourados em 2012, mas UFGD não finalizou projetos
Valéria Araújo
Com R$ 12,9 milhões na conta, a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) não consegue tirar as obras do Instituto da Mulher e da Criança (IMC) do papel.
O novo hospital tem a finalidade de realizar o atendimento especializado de mulheres e crianças, no entanto as obras estão atrasadas em quase um ano. De acordo com nota de pagamento, o Ministério da Saúde depositou na conta da universidade os recursos para a construção da obra no dia 8 de junho de 2012, às 12h03.
No entanto, de lá para cá a universidade caminha a passos lentos na viabilização dos projetos necessários para iniciar as obras.
Para se ter uma idéia, o projeto inicial do IMC foi desenvolvido no final de 2010, após a confirmação da disponibilização dos recursos pelo governo federal. Na época, a elaboração do projeto e o processo de licitação ocorreram em menos de 90 dias e tiveram que passar por reformulações.
Diante do quadro de alterações, o orçamento da obra passou de R$ 16 milhões para R$ 19 milhões aproximadamente. Destes, R$ 12,9 milhões foram garantidos pelo deputado federal Geraldo Resende (PMDB) e outros R$ 6 milhões são de contrapartida da Universidade.
A destinação do Hospital da Mulher e da Criança para Dourados não foi fácil. O município foi o único de Mato Grosso do Sul a ser contemplado com a unidade. Para Dourados é de fundamental importância, tendo em vista que desde 2007 a cidade deixou de ter um hospital destinado à mulher e os atendimentos foram distribuídos em diferentes unidades de saúde do município. O HU incorporou apenas a maternidade.
Além das adequações, outro impasse que a universidade enfrenta é que a construtura exige um aditivo de valores da UFGD. A expectativa no inicio do ano era de que em abril estes impasses fossem resolvidos, o que não ocorreu. Recentemente o reitor Damião Duque de Farias informou que a nova previsão é de que no final deste mês ou início de junho os projetos sejam concluídos para a Universidade ingressar na fase de licitação, escolha da empresa vencedora e início das obras. O HU tem três anos para executar as obras, depois de iniciado.
O Instituto da Mulher e da Criança é considerado uma obra emblemática para Dourados e poderá desafogar parte dos problemas instalados na saúde pública. A presidente da União Douradense do Clube de Mães (UDCM), Ilvanete Machado Duarte, diz que a construção do hospital é mais do que necessária. “Todo mundo sabe que a saúde está em primeiro lugar e esse hospital é um sonho necessário para todas as mulheres. Hoje vemos muitas morrendo por falta de um atendimento especializado”, destaca a representante das mães no município.
O deputado Geraldo Resende (PMDB) diz que vem cobrando insistentemente que a UFGD dê um ponto final nos entraves burocráticos para dar andamento às obras. “Quando lutamos em Brasília pela destinação dos recursos, nós estávamos pensando na comunidade universitária e nas pessoas mais humildes, que estão nos bairros e que são as que mais precisam. Estamos pedindo e esperamos que a UFGD consiga resolver os projetos o quanto antes”, destaca.
A unidade terá um edifício com 8,7 mil metros construídos, de cinco andares, pavimentos com consultórios de ginecologia e obstetrícia, banco de leite, consultórios de pediatria, Pronto Atendimento Pediátrico (PAP) e salas das residências, quatro salas cirúrgicas para partos Uti neonatal, entre outros.
