18/06/2013 13h39 - Atualizado em 18/06/2013 13h39
Audiência que debateria reajuste foi suspensa; Câmara vota hoje mais um ano de concessão à Medianeira
Renan Nucci
O que o douradense desembolsa para utilizar o transporte público é o mesmo valor pago pelos moradores da Palmas, no Tocantins, cidade que lista como a oitava capital com a taxa mais cara do país, segundo ranking divulgado nesta terça-feira pelo portal Terra.
O preço de R$ 2,50 praticado pela Medianeira, concessionária responsável pelo serviço de transporte em Dourados, poderá subir para R$ 3,28, ficando superior ao de São Paulo, primeiro lugar no ranking com R$ 3,20. O reajuste foi solicitado junto à prefeitura, mas por enquanto não houve aprovação.
Ainda de acordo com os dados divulgados pelo Terra, Brasília (DF), com R$ 1,50, tem a tarifa mais baixa do Brasil. A capital sul-mato-grossense, Campo Grande, figura em quarto lugar com R$ 2,85, juntamente com Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR).
AUDIÊNCIA SUSPENSA
Nesta terça-feira, foi anunciada a suspensão por tempo indeterminado da audiência pública que estava agendada para o dia 21, na Câmara de Dourados. Os motivos não foram declarados pela prefeitura. O evento serviria para debater sobre o aumento pedido pela Medianeira, que alegou que não há reajustes desde 2011, e que os custos aumentaram significativamente neste período.
O presidente do legislativo municipal, Idenor Machado, confirmou o cancelamento. “Fui procurado por representantes da prefeitura que informaram que não utilizarão mais o prédio da Câmara, porque a audiência não acontecerá. Eles devem oficializar a decisão em breve”, disse.
Na noite de hoje, durante sessão ordinária, os vereadores devem aprovar um projeto de lei do executivo que prorroga por mais um ano a concessão à Medianeira. Em nota, a assessoria de comunicação da administração informou que a medida foi adotada pois no momento, está sendo elaborado um novo plano de transporte coletivo no município e até a finalização, não haveria tempo hábil para abertura de licitação visando a possível contratação de novas empresas.
“Só para a concorrência pública são necessários pelo menos seis meses entre início e conclusão do processo. E como a cidade não pode ficar sem transporte coletivo, pedimos à Câmara de Vereadores que aprove a prorrogação por mais um ano, tempo necessário para a nova concorrência e para implantar o novo sistema”, afirmou o secretário de Serviços Urbanos Luís Roberto Martins de Araújo. Por meio das redes sociais, a comunidade prometeu que vai se reunir em manifestos pacíficos buscando melhorias na qualidade do serviço, entre outras reivindicações.
