04/06/2013 08h29 - Atualizado em 04/06/2013 08h29
Diabética e marido com dengue reclamam de serviços no PAM
A Unidade Básica de Saúde do Parque do Lago I está sem médico há pelo menos um mês. A denúncia é da paciente Kellihane de Souza Lima, que não consegue uma simples consulta com o clínico geral. Com fortes dores no abdome, ela não obteve um diagnóstico e nem tratamento para o problema. Segundo ela, para conseguir um encaminhamento para outros postos de saúde é necessário que o paciente esteja em situação de urgência ou com febre alta.
“Eu vejo como um descaso total para a Saúde pública, porque pagamos nossos impostos e por lei temos que ter um atendimento de qualidade.”, destaca. Outra preocupação é que quando os pacientes são encaminhados para outras unidades, não são atendidos devido a falta de vagas. “Quando chegamos no Seleta, por exemplo, já não há mais ficha para atendimento. Nós, usuários do Sus estamos enfrentando verdadeiro calvário nesta unidade sem médico. Tudo está parado porque se não tem médicos, não há exames, não há diagnóstico e nem tratamento. Creio que somente quando nossos governantes forem obrigados a receberem o atendimento que disponibilizam para a população, ai sim, vão trabalhar por um atendimento digno”, desabafa.
A dona-de-casa Marisa Alves de Brito Ferreira, entrou em contato com a redação para reclamar do atendimento no Pam. “Fui tratada igual bandida. Meu marido estava com dengue e depois de 1h e meia na fila pelo atendimento, fui pedir para a atendente tratar o caso como urgente porque eu estava passando mal por causa da diabetes. O meu marido estava muito ruim também. A atendente me tratou de forma desumana. Disse para eu procurar uma farmácia porque o Pam estava sem fitinha de insulina. Quando cobrei respeito dela, um guarda me chamou e me encostou na parede aos gritos numa sala e me mandou calar a boca e ir para casa. Estou traumatizada com a falta de respeito e vou denunciar no Ministério Público”, disse.
Em relação a falta de médico, o secretário de Saúde Sebastião Nogueira diz que é um problema pontual naquele bairro. Segundo ele, o médico que estava na unidade pediu demissão. Ele diz que a prefeitura vem procurando suprir a demanda com a contratação de profissionais de saúde através de um processo seletivo aberto ontem. Conta que, com as novas contratações, haverá reserva de profissionais para serem inseridos no quadro na ausência de outros. “O objetivo é trabalhar para que sempre tenha um profissional à disposição em alguma necessidade”, destaca.
Segundo ele, apesar de salários não muito atrativos, a expectativa é de que o quadro seja preenchido. Ele diz que, em média, o médico que ingressa no atendimento público começa ganhando R$ 1.850 por 20 horas semanais e, com os incentivos de 200% acima da produtividade e plantões, pode chegar a R$ 11 mil.
