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08/08/2012 12h39 - Atualizado em 08/08/2012 12h39

Brasil bate Argentina no vôlei com autoridade no dia dos clássicos

 
Globo.com
 
Seleção Brasileira confirmou a terceira classificação seguida à semifinal em Jogos Olímpicos. (Foto: Marcelo Pereira/Terra)

Se a quarta-feira reserva dois clássicos decisivos entre Brasil e Argentina nas Olimpíadas de Londres, o primeiro teve jeitão de aquecimento. A começar pela Arena de Vôlei, que tinha muito mais bandeiras verde-amarelas e pequenos focos de azul e branco aqui e ali. Sentindo-se em casa, a seleção de Bernardinho não tomou conhecimento. Sem o peso de uma partida de quartas de final, o time jogou solto, manteve a concentração em dia e, quando os hermanos piscaram, já estavam liberados para a viagem de volta. Com boas atuações de Murilo e Sidão, o Brasil venceu tranquilo por 3 a 0 (25/19, 25/17, 25/20) e avançou às semifinais em Londres. Agora faltam dois passos para retornar ao topo do mundo olímpico.

-Quando o time joga bem, acaba ficando mais fácil. Sacamos muito bem, e a atenção de todo mundo estava num nível muito alto. Nosso objetivo sempre é colocar o erro em zero, e hoje jogamos com muita consistência. A expectativa pelo basquete é muito grande, tomara que eles consigam a vitória, porque lutaram muito para estar aqui. Queríamos ir ao jogo à noite, mas acho que não vamos conseguir ingresso - afirmou Murilo, destaque do Brasil no jogo.

Com a vitória sobre os rivais argentinos, o vôlei masculino do Brasil se classificou para sua sexta semifinal olímpica. Nas cinco vezes anteriores em que ficou entre as quatro melhores do Jogos, a seleção levou a melhor em quatro: 3 a 1 na Itália (Los Angeles 1984); 3 a 1 EUA (Barcelona 1992); 3 a 0 EUA (Atenas 2004) e 3 a 1 Itália (Pequim 2008). A única derrota aconteceu nas Olimpíadas de Seul, em 1988, na derrota por 3 a 0 para os Estados Unidos. Campeão em Atenas 2004, o Brasil caiu na final em Pequim 2008 para os americanos, que podem ser os adversários nas semis. Eles enfrentam a Itália ainda nesta quarta, às 12h (de Brasília). O próximo duelo está marcado para sexta-feira, ainda sem horário definido. Na outra chave, as quartas de final são Rússia x Polônia (15h30m) e Bulgária x Alemanha (17h30m).

O basquete masculino completa a quarta de clássicos enfrentando a Argentina às 16h desta quarta e tentando voltar à semifinal olímpica após 44 anos de ausência.

Com Bruninho variando bem as jogadas e acionando atacantes em todos os cantos da quadra, o Brasil começou tranquilo na Arena de Vôlei. Cozinhou os primeiros minutos e, na parada técnica, vencia por 8/7. Na volta, deslanchou. Abriu 11/7, obrigou o treinador Javier Weber a parar o jogo, e nem isso adiantou. Com Murilo puxando o ataque, a vantagem subiu para oito pontos. No 20/13, o susto: Leandro Vissotto caiu e levou a mão à virilha direita. Saiu mancando, sob aplausos, e passou o restante da partida no banco, com aplicação de gelo na perna. Dentro da quadra, não fez falta. Pouco depois, Dante sentiu o joelho, mas logo se recuperou e voltou à quadra. O Brasil fechou o set em 25/19, graças a mais uma pancada de Murilo.

A segunda parcial foi mais equilibrada, mas só até a metade. Coube aos hermanos abrir vantagem no início e segurar os 8/7 na primeira parada. Aos poucos, o Brasil foi se encontrando. Quando os rivais piscaram, já perdiam por 16/12. E dali para frente, só deu Brasil. Com Sidão participando mais do jogo, as coisas ficaram mais fáceis. Foi num saque monstruoso dele que o set chegou ao fim: 25/17.

O roteiro foi parecido no terceiro set, com a Argentina ameaçando no início pelas mãos de Conte, mas o Brasil controlando sem perder a cabeça. Ao fazer 8/7 na parada técnica, Lucão caprichou no saque e abriu dois pontos, mas desta vez os adversários demoraram mais para largar o osso. Com apertados 16/15 na segunda parada, foi preciso enfiar o pé no acelerador para evitar surpresas. Feito. Perdendo por 20/17, Weber parou o jogo outra vez. Mas não adiantou, e teve até cortada de Dante na cabeça de Castellani. Àquela altura, já não havia mais clássico algum. De um lado, eram argentinos perdidos em busca do último suspiro. Do outro, um Brasil que fechou a parcial em 25/20 e, com o pé na porta, abriu seu caminho até a semifinal.


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