11/04/2013 15h19 - Atualizado em 11/04/2013 15h19
Joaquim Soares explica que o retorno ainda não está confirmado, pois depende de algumas decisões da FFMS
Renan Nucci
O Ubiratan Esporte Clube, um dos mais antigos e tradicionais times de futebol do Mato Grosso do Sul, está próximo de voltar a disputar competições profissionais após 12 anos, porém, o retorno ainda depende de uma série de fatores.
Segundo o presidente Joaquim Soares, primeiramente a equipe precisa de uma autorização da Federação de Futebol (FFMS) para poder jogar a Segunda Divisão do Campeonato Estadual. Depois, é necessário a construção de um departamento de futebol.
“Me reuni nesta semana com Francisco Cesário, presidente da FFMS, para formalizar o pedido de uma vaga à Série B. Agora vamos aguardar uma resposta, caso haja a possibilidade de entrarmos na disputa, teremos 30 dias para montar a diretoria e depois planejar a comissão técnica e elenco de jogadores. Por enquanto não está nada certo”, disse Joaquim.
O dirigente afirma que há um projeto pronto aguardando para ser posto em prática. “Temos várias ideias, entre elas, organizar ações direcionadas de marketing com o objetivo de arrecadar fundos, divulgar a imagem do clube e dos possíveis patrocinadores. Também pensamos em prestigiar jogadores pratas da casa que tenham compromisso e honrem a história do Ubiratan”, explicou.
Ele espera contar com o apoio da comunidade. “Há muito tempo venho sendo cobrado por torcedores para colocar o time profissional nos gramados, por isso, o departamento será composto somente por douradenses interessados e ligados ao esporte. A cidade possui extremo potencial para crescimento nesta área, mas isso não adianta se não houver união e comprometimento”, ressaltou.
O Ubiratan, também conhecido como “Leão da Fronteira”, já conquistou o título estadual três vezes, 1990, 1998 e 1999, sendo a última de forma invicta. Em 1988 e 2000 foi vice. A última partida oficial aconteceu em 2001, depois o departamento profissional foi fechado. De lá para cá, o clube tem se mantido com aluguel de um salão de festas e com a promoção de eventos, tudo sob olhares atentos de Joaquim.
As categorias de base e outros projetos jamais foram fechados. “Mesmo em dificuldades, nunca abrimos mão da questão social. Hoje temos escolinhas de futebol com mais de 80 garotos com idade entre 11 e 18 anos. Também temos projetos para a terceira idade e disputamos campeonatos amadores com adultos. O clube está regularizado e com todas suas obrigações em dia”, destacou.

