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Brant diz que produtor deve assumir papel de ator principal

 
Foto: Div

O ex-ministro da Previdência Social e atualmente consultor da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), Roberto Brant, disse na manhã desta sexta-feira (21), em Dourados, que o produtor rural como agente do agronegócio deve ser visto também como o elemento principal das transformações da produção natural e nesse sentido “assumir a condição de ator principal nesse processo”.

Brant proferiu a palestra “Dificuldades e alternativas para os problemas enfrentados pelo agronegócio brasileiro”, no auditório do Sindicato Rural de Dourados, como parte da agenda de eventos da 46ª. Expoagro.

Depois de lembrar que, enquanto na década de 70 o Brasil importava arroz, feijão, leite em pó e outros derivados e não conseguia exportar mais do que café e açúcar, e que atualmente o País é líder de uma lista com mais de 12 itens que são enviados para o mercado externo, o palestrante disse que existem perspectivas muito ricas para um futuro próximo.

“Basta que sejam solucionados alguns problemas de logística, que as organizações ambientalistas européias deixem de interferir na nossa atividade e que o Governo veja o agricultor como um elemento da cadeia produtiva”, recomendou. Roberto Brant observou ainda que o BNDES capitalizou, nos últimos doze meses, R$ 180 bilhões para fomento ao setor industrial, “equivalente a quase três vezes o orçamento nominal para o setor rural”.

Segundo o ex-ministro, que também já foi deputado federal por cinco mandatos pelo estado de Minas Gerais, ao contrário do mercado de imóveis ou das grandes empresas que hoje proliferam em forma de cartel industrial, “o agricultor não compra terra para guardar, mas sim para diversificar a produção, para transformar produtos naturais e não há como tentar barrar essa atividade”.

Ele comentou ainda alguns fatores que provocam insegurança no campo, como as ameaças de demarcação de terras, a pretexto de serem áreas de ocupação indígena ou quilombos. “Participei da Constituinte de 88 e lá ficou bem definido que a demarcação de áreas indígenas deveria ser feita em cinco anos. E os quilombolas, que hoje são ‘inventados’ por aí, se fossem verdadeiros nos levariam de volta ao tempo dos senhores de escravos”, disse o ex-ministro.

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