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| Demarcação |
| Aldeias têm falsos índios, denuncia Recovê |
| Quarta-feira, 6 de agosto de 2008 - 08h41m |
Governo estaria levando ao STF um documento provando que paraguaio se passa por índio “Denúncias de falsos índios são muitas, mas faltam documentos”
Marli Lange
DOURADOS – A coordenadora da Ong Recovê, Roseli Maria Ruiz, revela que está levantando provas de que paraguaios e bolivianos que se passam por índios, moram em aldeias da região de fronteira, onde a Funai (Fundação Nacional do Índio) determinou os estudos antropólogicos que futuramente pode resultar em demarcações. Segundo ela, a Ong entregou ontem ao governador André Puccinelli (PMDB) um documento provando que um paraguaio se passa por “cacique” e que convive entre índios em uma aldeia da região. Roseli informou que o governador pretendia levar o documento e apresentar ao presente do Supremo Tribunal Federal (STF), com quem teria uma audiência ontem. “São muitas as denúncias que temos de falsos índios que fazem documento no Brasil e recebem benefícios, fruto de nossos impostos”, afirmou Roseli. Ela lembra que existem muitas denúncias de falsidades ideológicas. “As denúncias são muitas, mas o problema é levantar a documentação”, disse. Um exemplo que chegou até a Recovê ontem à tarde, é o caso de uma pessoa que se declara índia, mas que na verdade é possível que seja branca e de descendência boliviana, por causa das contradições das informações nos documentos. A certidão de casamento da mulher, de 1986, declara que ela nasceu em Campo Grande e que o pai é nascido em Miraflor, na Bolívia. Já a certidão de nascimento de índio da mulher, expedido pela Fundação Nacional do Índio (Funai), declara que o pai dela é da aldeia Buriti e descendente da etnia Terena. De acordo com Roseli, a documentação da pessoa será entregue ao governo do Estado para que faça as investigações. As provas serão juntadas às ações que estão sendo encaminhadas pelo Estado, a fim de impedir demarcações. O objetivo é provar que o número de índios em Mato Grosso do Sul não é o que declara a Funai para ter motivos de futuramente fazer demarcações de terras de forma indiscriminada. DEMARCAÇÃO
Até ontem os produtores rurais da região de Dourados não tiveram informações de que os trabalhos dos estudos antropólogicos teriam começado na região. A maior apreensão dos produtores rurais é que a Funai não informa quais áreas dos 26 municípios, vão passar pelas pesquisas antropológicas. O prefeito de Maracaju, Maurilio Azambuja, entrou na semana passada com um Mandado de Segurança para que a Funai seja obrigada a repassar informações sobre os trabalhos que serão realizados na região. “Queremos saber quais são as terras que vão passar por estudos, datas e hora que os pesquisados vão entrar nas propriedades; é nosso direito”, declarou Azambuja ontem ao O PROGRESSO. Segundo o Sindicato Rural de Dourados, uma ação conjunta deverá ser impetrada pelos produtores rurais. Após a reunião de segunda-feira, com os 24 presidentes de sindicatos rurais da região, em Dourados, os dirigentes decidiram levar a proposta de uma ação conjunta para suas bases sindicais. Pela proposta os produtores terão que ratear recursos para pagar os serviços de advocacia para que as portarias que determinam os estudos antropológicos sejam barradas. A decisão sobre a ação deverá ser tomada até a próxima semana quando todos os sindicatos terão respostas concretas dos produtores. |
| Fonte: Douradosagora |
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