Advogado, estudante de direito e comerciante são presos acusados de pedofilia

Os suspeitos utilizavam softwares para compartilhamento de arquivos com usuários de todo o mundo, bem como redes sociais como Instagram, Twitter e Facebook, dentre outras

19/05/2017 08h53 - Por: Elvio Lopes

Delegados Cléo Mazzotti e Marcelo Alexandrino, da PF, durante coletiva sobre operação contra pedofilia infantil
FOTO: ELVIO LOPES Delegados Cléo Mazzotti e Marcelo Alexandrino, da PF, durante coletiva sobre operação contra pedofilia infantil
FOTO: ELVIO LOPES

A Polícia Federal deflagrou ontem na Capital – e em vários estados do País – a Operação Cabrera, para combater o compartilhamento e posse de imagens e vídeos de pornografia infantil por usuários da internet em todo o território nacional. Em Campo Grande, foram presos três pessoas em flagrante – um advogado, no Bairro Guanandi; um estudante de Direito na Chácara Cachoeira e um comerciante na Vila Carvalho de posse de material pornográfico infantil.

Dos10 mandados de busca e apreensão cumpridos na Capital por cerca de 60 policiais federais e peritos, em todas as residências foram apreendidos material contendo imagens de crianças e adolescentes em situação de pornografia e identificados um professor, que não estava na residência no momento da operação e que pode ter a prisão preventiva solicitada pela PF; uma mulher e um indivíduo que já tem passagem pela Polícia por estupro de vulnerável.

O delegado regional de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal do MS, Cléo Mazzotti e o delegado de Defesa Institucional (Delinst), Marcelo Alexandrino, que coordenou a Operação Cabrera, explicaram que, em todo o País, até o final da manhã de ontem, foram cumpridos mais de 100 mandados de busca e apreensão e realizados cinco flagrantes. Na Capital, foram 10 mandados cumpridos e três prisões em flagrantes.

Alexandrinho explicou que as investigações tiveram início em relatórios de informações produzidos pela Polícia Federal que resultaram na identificação de diversos usuários que baixavam e compartilhavam arquivos contendo imagens e vídeos de cunho pornográfico infanto-juvenil. Os suspeitos utilizavam softwares para compartilhamento de arquivos com usuários de todo o mundo, bem como redes sociais como Instagram, Twitter e Facebook, dentre outras.

Segundo ele, mais de 1.000 arquivos foram apreendidos na operação e serão periciados para apurar o conteúdo e indiciar os proprietários pelos crimes de armazenamento e compartilhamento de material pornográfico infantil. Após a perícia, os inquéritos serão remetidos à Justiça, para as providências. Parte das informações para a operação foi detectada pela PF pelo equipamento CPS, compartilhado com a Polícia dos Estados Unidos que monitora em tempo real a circulação de imagens, vídeos e de arquivos no banco mundial de pedofilia.

Porém, segundo Mazzotti, essas informações não invalidam as denúncias feitas à Polícia Federal por parte da sociedade, que deve continuar colaborando repassando dados ao órgão, que tem dado atenção às denúncias. "Várias operações deflagradas pela Polícia Federal tiveram como base denúncias da sociedade e não podemos prescindir desse apoio para continuar dando combate ao crime organizado, seja contra a pedofilia e de outros tipos", destacou o delegado.

Os delegados encerraram a coletiva afirmando que o combate aos delitos de pedofilia pela rede mundial de computadores terá continuidade pela PF no Estado, por meio de investigações que já resultaram em diversas operações, como a Patruus e a Patruus II, no ano passado.

DENOMINAÇÃO

A denominação da Operação é uma alusão a Araceli Cabrera Sanches Crespo, uma criança brasileira abusada sexualmente e assassinada de forma violenta no Espírito Santo em 18 de maio de 1973 e essa data ficou estabelecida como Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.


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