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Comércio de anorexígenos deve ser liberado nas farmácias brasileiras

Conselho Federal de Medicina (CFM), profissionais de saúde e farmacêuticos defenderam na terça-feira (5), no Congresso Nacional, uma maior fiscalização da prescrição e da dispensação de medicamentos emagrecedores em lugar do banimento dos remédios.

A possibilidade de retirada dos chamados anorexígenos do mercado brasileiro foi anunciada em fevereiro último pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O principal argumento é que os riscos superam os benefícios propostos pelos produtos.

Durante audiência pública na Câmara dos Deputados, o secretário-geral do CFM, Henrique Batista e Silva, defendeu o direito de acesso e de recusa, por parte do paciente, aos emagrecedores.

“Há de se considerar a relevância ética do assunto eminentemente técnica, haja vista dois aspectos fundamentais: a autonomia do médico de prescrever a medicação, em consonância com a Ética da Responsabilidade.

E, não menos importante, os fundamentos éticos dos direitos do paciente, com referência ao acesso ao melhor tratamento indicado pelo seu médico.

O médico e os profissionais da saúde têm esse cuidado: de permitir que o paciente seja bem informado”, afirmou.

Segundo ele, não há ainda suficientes fundamentos e evidências clínicas para que os medicamentos sejam retirados do mercado.

O presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Ricardo Meirelles, ressaltou que o objetivo do tratamento contra a obesidade não é atingir o peso ideal, mas reduzir as consequências provocadas pelo problema: “Ninguém preconiza o uso indiscriminado de anorexígenos no combate a obesidade”, disse Meirelles.

“Estamos falando de doença, não de 2 ou 3 quilos a mais. E uma intervenção que reduza 1% do peso corporal por mês já é considerada sucesso terapêutico, já que reduz fatores de risco para diabetes e doenças cardiovasculares”.

Caso a proposta de banimento dos emagrecedores não vingue, a categoria propõe prescrever o medicamento apenas para pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 30 e pessoas com IMC igual ou superior a 25 e que apresentem fatores de risco como a hipertensão arterial.

De acordo com o representante da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), Evandro da Gama, 60 milhões de pacientes usam produtos dispensados em estabelecimentos de manipulação no país.

Segundo ele, os profissionais passam por treinamento adequado e são capacitados para a dispensação correta dos emagrecedores.

“A Anvisa precisa prestar atenção em parte de sua missão, que é a melhoria na qualidade de vida dos brasileiros”, disse.

Para ele, os anorexígenos precisam ter os riscos minimizados por meio da prescrição e da dispensação adequadas. “Se a gente bane, provoca o uso ilícito disso”, afirmou.

Durante o debate, a representante da Anvisa, Maria Eugênia Cury, lembrou que, mesmo com medidas de controle aprovadas, o consumo de anorexígenos no Brasil vem registrando um aumento sustentado.

Apenas em 2010, quase 4,5 milhões de prescrições foram emitidas para esse tipo de remédio.

“Está colocada uma questão fundamental de risco sanitário envolvendo a população brasileira. Há problemas de segurança, de efetividade baixa e de não eficácia comprovada”, disse.

O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, informou que não há prazo para que o órgão decida sobre a proposta.

A definição, segundo ele, só será dada quando houver informação suficiente por parte da diretoria colegiada. (Agência Brasil)

(9) Comentários

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Faço uso deste medicamentos hâ mais de 20 anos e posso dizer que sao eficazes sim.se a ANVISA ouvisse a populaçao e a classe medica, não teria tomado tal atitude. Nós somos a farmacovigilância. Sou farmacêutica nunca vendi um remedio deste s/ receita. Portanto como perguntou a amiga gostaria de saber quem está lucrando com isso..pq não baniram a sibutramina? Estou doente sem estes remédios.

 
Luciana Lanzillo em 09 de janeiro de 2014 às 16:00

Tomei femproporex por dez anos. Foi o único que teve efeito sobre excesso de sono e deficit de atenção. Apos a proibição obviamente só durmo. Me indicaram VENVANSE. não tenho outra saída. Tem mais efeitos colaterais que benefícios, e caro e quando passa o efeito causa depressão. Também gostaria de salientar que fiz muitos exames e quem me receitou foi um médico. Não um traficante,

 
Inayara Bernard em 09 de janeiro de 2014 às 10:21

Distúrbio alimentar estar aliado a obesidade, só com medicamento poderemos controlar esta doença,pessoas estão morrendo por falta do tratamento.
obesidade e doença.

 
VERLANY em 09 de janeiro de 2014 às 09:29

O que eu gostaria de saber é, quem esta ganhando com isso e quanto? qual o problema de um medicamento que esta no mercado há masi de 30 anos e nunca matou ninguem tão pouco ha casos de vicio! é uma grande bola de neve.

 
Bernardete dos Santos Ribeiro em 09 de janeiro de 2014 às 08:35

Medicamentos que estão há 20 anos no mercado em que fundamento a Anvisa proíbe , conheço pessoas que estão com obesidade mórbida e não conseguem mais parar de engordar pois não tem mais tratamento para a obesidade. Anvisa tem que liberar pois pessoas estão sofrendo com a obesidade e pressão alta

 
Leila Regina beria em 26 de novembro de 2013 às 23:47

Devem ser liberados! Conheço pessoas que usavam o medicamento e depois da proibição sofrem com pressão alta e diabetes em decorrência do aumento de peso!

 
Wanessa em 22 de novembro de 2013 às 12:10

deveriam antes proibirem cocaina e outras do tipo afinal isso e remedio e muitos precisam.se preocopem com outras coisas .

 
neide reis em 20 de novembro de 2013 às 18:31

Há mais de 20 anos esses medicamentos estão liberados e nunca soube q ninguém morreu porque usou este medicamento....mas tem pessoas q morrem de Diabetes e problemas d coração,por não conseguir perder peso....isso sim é um crime...por favor liberem....

 
Andreia em 04 de agosto de 2013 às 20:30

Devem ser liberados ou receitados mediante receita, pois trabalhei em Clinica que receitava com pouco critério, e vi reações assustadoras.Pessoas desesperados para perder poucos e com problemas psicossomáticos, farão uso dos mesmos sem critério, a ponto de adquirir em várias farmácias uma quantia não adequada para seu problema.Não sou contra seu uso, mas como controlarão ??

 
Ilva Jost em 18 de julho de 2012 às 19:51

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