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Pediatras alertam para surto de catapora

 
Corpo fica marcado por cicatrizes; no geral, sintomas desaparecem em uma semana. Foto: Hedio Fazan

Ana Paula Amaral

Quem tem filhos pequenos deve ficar atento ao surto de catapora que já atinge o município nas últimas semanas. Segundo especialistas, o aumento no número de casos é comum nesta época de troca de estação e, por isto, os pais precisam ficar atentos ao surgimento dos primeiros sintomas da doença, também conhecida como varicela. A catapora é altamente contagiosa e, em 99% dos casos, evolui bem e está curada em uma semana.

De acordo com o pediatra Takeshi Matsubara, a doença pode ser facilmente diagnosticada a partir do surgimento de bolhas de água na pele, que coçam muito e se transformam nas famosas feridinhas vermelhas. A doença também pode vir acompanhada de febre, coceira, falta de apetite e vômitos.

O pediatra lembra que a doença é muito contagiosa e que a disseminação ocorre com frequência em ambientes como escolas e creches. “O mais importante é que, detectadas as primeiras bolhas, a criança seja submetida a um tipo de isolamento, longe da escola, para evitar que outras pessoas sejam contaminadas”, orienta, ao lembrar que, ao contrário da crença popular, a doença é mais contagiosa justamente na fase inicial. “A contaminação existe enquanto há umidade nas bolhas. Depois que as feridas secam, não há mais risco de transmissão e a criança pode retornar ao convívio escolar e social”, garante.

O tratamento, geralmente, é feito apenas para amenizar os sintomas, como febre e prurido (coceira). Na maior parte dos casos, a doença evolui bem e está curada em uma semana, mas há casos mais graves em que pode até provocar a morte.

Foi o que aconteceu com uma criança de um ano, que morreu há alguns dias em Campo Grande após desenvolver encefalite, uma meningite provocada pelo vírus da catapora. “A morte pode acontecer, mas é um caso raro. Em geral, a doença evolui bem e o paciente está curado em uma semana”, acrescenta. Ele lembra que a catapora também pode acometer adultos que não tiveram a doença quando crianças e, neste caso, pode se apresentar de forma bem mais grave e severa.

A vacina contra a catapora não está disponível no calendário nacional de vacinação e pode ser obtida apenas na rede particular, mas a um custo nada barato: em torno de R$ 400 a R$ 500 a dose, que deve ser repetida a cada 5 ou 10 anos.

SUSTO

A vendedora autônoma Fabrícia Cunha Matos, 28, conta que ficou assustada com a evolução da catapora no filho Rafael, de apenas 4 anos. Ela conta que percebeu as primeiras bolhas no pescoço e, em questão de dias, a criança estava com o corpo todo cheio de bolhas e feridas.

“Ele teve feridas nas costas, barriga, cabeça, garganta e até dentro dos olhos e na região genital. Ele também teve muita febre e vômito e precisou tomar soro durante uma tarde porque estava muito fraco”, diz ela, que garante já ter tido a doença na infância.

Segundo ela, a contaminação teria ocorrido na escola, onde outras crianças também tiveram a doença. “O médico disse que foi uma catapora muito forte e por isto ele ficou tão abatido. Ele chorava muito e ficou vários dias sem comer e dormir”, complementa a mãe, aliviada após o desaparecimento dos sintomas. Agora, Rafael só tem algumas cicatrizes pelo corpo, mas desde segundafeira já frequenta a escola novamente.

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