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Jovem do ‘caso Chopperia’ temia vir para o Brasil

 
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Flávio Verão

A jovem Luanna Palácio Ribas, morta inocentemente no “Caso Chopperia”, em 14 de setembro de 2008, temia pela segurança pública do Brasil. Ela, que morava há sete anos com a mãe e duas irmãs em Portugal, veio para Dourados passar o aniversário com o pai, rever familiares e amigos de infância. O que era pra ser somente um passeio se transformou em pesadelo e Luanna não pôde voltar para os braços da mãe.

Na época, o assassinato de Luanna ganhou grande repercussão na mídia de Dourados e região e mostrou o quanto é perigosa a diversão de jovens nas noites da cidade. Quando morreu, a garota tinha 19 anos, mas dois dias depois, no enterro, completaria 20.

O CASO

Depois de morar muitos anos em Portugal, Luanna juntou dinheiro e decidiu passear no Brasil. Pela televisão ela acompanhava os noticiários da sua terra natal e comentava com familiares que temia a segurança pública do seu país. “No dia que ela chegou a minha casa até comentou se eu não temia acontecer alguma coisa comigo, diante de tanta violência registrada na cidade”, lembra Dalberto Ribas, pai de Luanna. “O problema é que essa violência aconteceu com ela e não comigo”, lembra emocionado o pai.

A garota chegou a Dourados no feriado de 7 de setembro, desde então permaneceu na casa de Dalberto. Pai e filha não se viam a anos. “Seria apenas uma viagem de passeio e logo ela voltaria a Portugal porque me disse que não teria coragem de morar por aqui. Isso não aconteceu e a sua vinda a Dourados se traduziu na sua despedida”, recorda o pai. “Jamais imaginaria que isso iria acontecer com minha filha”, lembra, indignado ao recordar da tragédia que abalou a família, tirando a vida da jovem que tinha grandes planos de vida.

DIA DO CRIME

Na tarde de 14 de setembro pai e filha fizeram compras no shopping e Luanna aproveitou para presentear Dalberto com roupas novas. “Foi ela que me deu presentes”, recorda o pai. À noite, na companhia de amigos, foram para o centro da cidade se divertir. O pai deixou a garota no antigo Sítio Chopperia e de lá saiu para comer lanche.

Foi neste momento que a confusão foi armada dentro da boate. Os seguranças retiraram Giliard Silva Souza e Rafael Lima Pinheiro, por motivos de desordens. Inconformados com a situação, os rapazes tramaram a morte de um dos seguranças. Foi aí que Giliard de posse de um revólver subiu na garupa da moto, conduzida por Rafael, e efetuou disparos contra o segurança, mas nenhum tiro acertou nele.

Assustada com o tiroteio, Luanna disse aos amigos que seu pai estava na rua e temia que algo poderia acontecer contra ele. Numa decisão precipitada, a garota decidiu sair da boate e ir de encontro a Dalberto, mesmo sabendo que ele não estaria do lado de fora. Neste momento que Luanna foi alvejada com um tiro na nuca, pois os rapazes deram uma volta no quarteirão e voltaram para se vingar do segurança.

De forma inocente Luanna foi atingida por Giliard, que desta vez não encontrou o segurança e mesmo assim decidiu disparar contra um grupo de pessoas que estava do lado de fora do antigo Sítio Chopperia. Luanna foi enterrada no dia do seu aniversário e os dois acusados responderão amanhã no julgamento, no Plenário “Weimar Torres” em Dourados, pela acusação de homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma.

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