Fundação de Saúde acumula dívida mensal de R$ 1,2 milhão

Atual diretor Albino Mendes busca meios para quitar débito que chega a quase R$ 10 milhões através de aumento de repasses financeiros

Por: Flávio Verão - 10/01/2017 06h55

 
Foto: Hedio Fazan
Legenda:
Albino Mendes diz que vai corrigir de imediato a falta de medicamentos e de insumos na UPA e Hospital da Vida
Foto: Hedio Fazan
Legenda:
Albino Mendes diz que vai corrigir de imediato a falta de medicamentos e de insumos na UPA e Hospital da Vida

Responsável por administrar a UPA e o Hospital da Vida, a Fundação de Saúde (Funsaud) tem acumulado no último ano dívida mensal de R$ 1,2 milhão. Atualmente, o débito com fornecedores chega a quase R$ 10 milhões. Para não trabalhar no sufoco e evitar o estrangulamento da saúde em Dourados, o atual diretor da Funsaud, Albino Mendes, vai brigar por mais recursos.

O maior desafio é aumentar o repasse do governo do estado com o município de Dourados. Não é de hoje que a cobrança existe e na gestão passada chegou a cogitar a devolução da UPA e Hospital da Vida para o governo do estado. Isso tudo em razão do teto para SUS repassado ao segundo maior município por paciente, ser bem inferior se comparado a Campo Grande.

A cobrança de recursos provocou mal estar entre gestores da secretaria municipal de saúde da gestão anterior e a secretaria de saúde de estado. Para aliviar a situação para Dourados, Albino está com a missão de pôr "pano quente" na briga, já que o secretario de saúde de Dourados é outro, o médico Renato Vidigal. O objetivo é conquistar o aumento de recursos, não conseguido na gestão anterior.

À frente da Funsaud há uma semana, Albino Mendes diz que atualmente o governo do estado repassa à Funsaud R$ 650 mil por mês para custear despesas de insumos, para serem utilizadas tanto na UPA quanto Hospital da Vida. "Tem que chegar a pelo menos R$ 1 milhão", defende o diretor da Fundação de Saúde.

A situação na UPA é considerada mais confortável em termos de administração, embora tenha pegado a unidade para administrar com problemas de falta de materiais de trabalho para a equipe médica e de enfermagem, como falta de medicamentos e de materiais básicos. Situação semelhante ocorrida no Hospital da Vida.

"Na UPA são seis médicos por plantão, suficiente e que prestam excelente trabalho. O que ocorre no local é que até hoje a população em massa tem utilizado a unidade como posto de saúde, isso não pode acontecer. Para isso o secretário Renato Vidigal está com a missão de fortalecer o trabalho nos postos para desafogar o atendimento na UPA", disse Albino Mendes.

No Hospital da Vida a situação é bem mais crítica e complexa. Por ser uma unidade de portas abertas, recebe pacientes de toda região, até do Paraguai. Com isso ocorre superlotamento. Para aumentar a receita de recursos para o hospital, a Funsaud depende de uma força-tarefa política que envolve o atual secretário de saúde Vidigal e a prefeita Délia Razuk, para buscar novos repasses via governo do estado.

Como faltam insumos e medicamentos no Hospital da Vida e na UPA, Albino Mendes diz que vai priorizar, de imediato, corrigir este impasse. "Vamos fazer uma licitação para abastecer nossos estoques e implantar um sistema de almoxarifado que seja eficiente, para evitar que este problema se repita", informou o diretor da Funsaud.



Envie seu Comentário