Gravação aponta que Ari deve a Uemura
Em conversar e imagens gravadas pelo secretário de Governo, Eleandro Passaia, revela o quando o esquema de corrupção envolvendo as licitações era abrangente. Além dos 10% que seriam pagos ao prefeito Ari Artuzi, também havia superfaturamento de notas. Em uma dessas conversas levanta a suspeita que o prefeito deve R$ 1,3 milhão o empresário Sizuo Uemura, preso durante a Operação Owari.
Conforme o relatório da Polícia Federal, uma gravação feita em 7 de junho, relata uma conversa entre Passaia e o empresário Edson Freitas da Silva, da Empresa Vale Velho, que tratam sobre uma licitação com valores superfaturados da qual deve resultar dinheiro para pagar R$ 1,3 milhão que o prefeito Ari Artuzi deve a Sizuo Uemura.
O relatório mostra que o esquema de superfaturamento não pára. Em 11 de junho, em outra conversa, desta vez com o empresário Carlos Gilberto Recalde, da Construtora CGR, confessa o “acerto” existente entre a prefeitura com a empresa. No esquema, seriam superfaturadas notas de serviços prestados, sendo que parte do valor recebido deveria ser devolvido ao prefeito Ari Artuzi.
Gilberto comenta ainda na gravação “que além dos 10%, o prefeito várias vezes solicitou a emissão de notas fiscais acima do valor real para que fosse “devolvido” parte do dinheiro a ele”. Gilberto comenta que os engenheiros tanto da CGR como da prefeitura, responsáveis pelas obras sabiam do esquema. Ele também afirma que Alziro Moreno e Inês também conheciam o esquema e colaboravam. Em 14 de junho em uma convesa entre Passaia, Alziro e Zé Humberto (engenheiro da prefeitura), seria confirmado o esquema mantido pela CGR.
PROPINA - Outra convesa relata que em 14 de junho, Passaia e Geraldo Alves de Assis, da Planacon, conversam sobre licitação e retorno de 10%. No dia 30 houve nova conversa entre Passaia e Geraldo, também sobre pagamento de propina. Conforme relatório da PF, em 4 de julho, Geraldo repassa a Passaia a quantia de R$ 30 mil.

