No combate à caça, PMA prende 12 pessoas na região de Dourados

Esse é o resultado da detenção de caçadores de janeiro a setembro deste ano; 310 animais foram recolhidos neste período

10/10/2017 07h12 - Por: Flávio Verão

Policiais militares ambientais têm fechado o cerco na tentativa de prender caçadores na região de Dourados Policiais militares ambientais têm fechado o cerco na tentativa de prender caçadores na região de Dourados
 
A PMA alerta que animais encontrados na região são caça proibida A PMA alerta que animais encontrados na região são caça proibida

Policiais militares ambientais têm fechado o cerco na tentativa de prender caçadores na região de Dourados. Embora a área de atuação seja grande, a população tem contribuído com denúncias. De janeiro a setembro deste ano, 12 pessoas foram presas e 310 animais resgatados das mãos de caçadores.

Em agosto teve início a procriação de papagaios, período que se estende até novembro. Criminosos se aproveitam dessa época do ano para apanhar os animais dos ninhos. Por conta disso, a Polícia Militar Ambiental (PMA) desencadeou a operação Papagaio Verdadeiro.

A região de Indápolis, distrito de Dourados, é um dos locais mais recentes onde os policiais têm fechado o cerco na tentativa de prender caçadores. Animais feridos e mortos a tiros têm sido encontrados em propriedades rurais. Na semana retrasada armadilhas foram desmontadas e dois suspeitos foram vistos em uma região de mata em suposta tentativa de crime de caça, no entanto, como não foram vistos com armas, foram liberados.

A PMA de Dourados é responsável por atender grande parte da região sul do Estado. Outros municípios que tem registrado denúncias e casos de caça são Rio Brilhante, Ponta Porã, Novo Horizonte do Sul, Jateí, e região de Fátima do Sul.

Em Dourados, segundo o Capitão Matheus Mychell Custódio Taniguchi, comandante da PMA, é comum a prática da caça de Javali, animal exótico que tem sua caça permitida por lei. Porém, para abatê-lo é necessário obedecer algumas regras, estabelecidas pelo Ibama. É importante saber também, conforme o comandante, que o Brasil tem duas espécies de porcos do mato que são nativas, os queixadas e os catetos, que não podem ser caçados.

Segundo a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 é crime matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida. "Como são espécies semelhantes ao porco, tanto na aparência como no comportamento, as pessoas que realizam o controle precisam diferenciar o javali ou javaporco das espécies nativas", explica o comandante.

A população tem prestado grande ajuda denunciando a caça. Isso ocorre por gerar revolta por parte da sociedade. Os animais são vulneráveis e como precisam da proteção das pessoas, com o avanço da agricultura e da pecuária, segundo o comandante Matheus, as áreas verdes de preservação se tornam cada vez mais escassas, e além dos bichos não terem mais seu habitat natural, são cruelmente abatidos por criminosos que acreditam que a prática ilegal da caça é culturalmente um hobby.

A extensão da área de atuação da PMA em Dourados dificulta o deslocamento de policiais na hora da ocorrência, impossibilitando o flagrante para ocorrer a prisão de caçadores. Falta de informações precisas, quanto a horários, locais de acesso, veículos utilizados, e principalmente a falta de conscientização das pessoas também são entraves.

A PMA alerta que animais encontrados na região como capivara, anta, paca, são típicos da região sul-mato-grossense, e, além de terem sua caça proibida, precisam da ajuda de todos para protegê-los.


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