‘Rodovia da morte’ gera protestos
Valéria Araújo
A Rodovia Guaicurus, que liga Dourados à cidade universitária, Exército e o Distrito de Itahum, volta a ser alvo de protestos. O estopim da revolta popular foi a morte do militar do exército Marco Aurélio Crispim Quadros, 18 anos, ocorrido na noite de segunda-feira. Ele foi atropelado ao atravessar a Avenida Guaicurus. O acidente aconteceu em frente a 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada.
Ao tomar conhecimento da fatalidade, técnicos administrativos iniciaram uma campanha nas redes sociais da internet, demonstrando a indignação acerca da morte, já que há anos a categoria, em conjunto com os universitários e entidades, lutam pela duplicação da rodovia.
De acordo com o coordenador do Sindicato dos Técnicos Administrativos da Universidade Federal (UFGD), Franz Maciel Mendes, a segunda ação é postar um documentário no You Tube com parentes das vítimas que perderam suas vidas na rodovia. “O objetivo é sensibilizar o governo do estado na busca de uma solução imediata para os riscos que a rodovia oferece”, destaca, observando que os técnicos administrativos já organizam um ato para chamar atenção das autoridades.
Outra preocupação, segundo Franz, é em relação a ampliação do perímetro urbano. “Queremos saber se a partir de agora o Estado vai cumprir com a promessa feita, uma vez que em tese a área na localização da Guaicurús passa a ser municipal”, alerta.
Segundo Franz, são mais de 15 mil veículos transitando todos os dias pela rodovia. “É praticamente uma cidade do interior do Estado dentro da rodovia”, destaca.
O horário de pico vai das 18h às 19h30 a 7h30 às 8h. A saída da cidade universitária, a partir das 22h, também é obstáculo. “Falta iluminação e há uma disputa por espaço na rodovia. É um perigo total”, alerta.
Conforme Franz, o Governo anunciou em 9 de abril do ano passado, a decisão de realizar a duplicação da rodovia. Em junho daquele ano teria feito a abertura da licitação. A empresa vencedora do processo iniciou a eleboração do projeto e o concluiu no início do ano. Conforme Franz, membro de uma comissão que acompanha os trabalhos da duplicação, os valores orçados não foram aceitos pelo Governo do Estado, que pediu a reformulação do projeto com alguns cortes como o viaduto e uma área de lazer que estava previsto inicialmente. Segundo Franz, de lá para cá não houve avanços acerca do início das obras.
Ele diz que o último levantamento divulgado pela comissão aponta cerca de 30 mortes até março de 2010. “Estamos preocupados porque com o corte no viaduto, que estava previsto no projeto, a rotatória que liga anel viário e rodovia Guicurús vai ficar muito mais perigosa. Caminhões, ônibus e alunos vão ter que disputar um espaço muito pequeno. Queremos que o projeto seja readequado”, destaca.
Pela MS 162, trafegam caminhões bitrens das usinas que se instalaram na região, ônibus de turismo de cidades vizinhas, coletivos urbanos, vans, carros, motocicletas, carroças e bicicletas, além, é claro, dos pedestres.
(7) Comentários
Vidas já foram desperdiçadas, muitos transtornos já foram causados a muita gente e, desde que me mudei para Dourados, há 11 anos e meio, já vi vários episódios lamentáveis. Se nada mudar, a perda da vida desse rapaz terá sido somente mais uma morte na rodovia.
A duplicação da rodovia el a instalação de passarelas seriam excelentes medidas a serem tomadas para reduzir significativamente os riscos de novos acidentes, mas há outro ponto que deve ser levado em consideração. Dourados é uma das cidades mais violentas - no trânsito - que conheço. Tanto no perímetro urbano quanto na rodovia, condutores de toda sorte de veículos e transeuntes são, em sua maioria, imprudentes. Há uma imensa falta de respeito pela própria vida e pela vida alheia.
Todos, sem exceção, precisam entender e praticar tudo o que foi aprendido antes de conseguirem suas CNHs, pois o que é ensinado deve ser seguido, se for do interesse coletivo preservar a vida e utilizar meios de transporte como tais, e não como armas letais.
Pedro, pego a guaicurus todo dia e são poucos os casos de alta velocidade.
Claro que existem mortes em todas as rodovias, mas dizer que uma duplicação não resolverá nada é ignorância.
Ignorância maior ainda do que afirmar que quem anda em alta velocidade são só estudantes e recrutas !
E o que é aquela rodovia depois da 22:00? E os motoristas do caminhões bi-trens (quando não com 3 carretas engatadas) ainda não se tocaram que a partir deste horário funcionários, alunos e professores estão deixando a cidade universitária? Já cansei de ter que dividir a pista com estes caminhões neste horário sem falar é claro nos ônibus de estudantes preocupados em cumprir seus horários??? e Salve se quem puder!!!!!
População de Dourados, por favor, fiquem atentos, pois as eleições estão chegamdo, e na hora de votar votem em quem esta trabalhando para o bem da população, e não se deixe levar por cestas basicas e requisição de gasolina...
mas è sempre assim espera morrer hum para tomar atitude e dourados hem.....
É certo que duplicar traga mais segurança mas se continuar com alta velocidade dos motoqueiros e estudantes não resolvera nada.Na rodovia BR 163 perdem o controle nas rotatórias saem da pista e morrem do mesmo jeito.No prolongamento da marcelino pires e na saida para o aeroporto depois do posto é só observar e verificar a velocidade dos recrutas e estudantes que utilizam esta via.


