Administrador, Felipão defende Verdão: "99% dos times devem"
Campeonato Brasileiro
Os débitos da diretoria do Palmeiras com o elenco não tiram o sono do técnico Luiz Felipe Scolari.
Mesmo sem treinar um time brasileiro por quase uma década, o pentacampeão mundial já estava ciente dos obstáculos econômicos que iria encontrar na volta ao país.
Nesta semana, vazou a notícia da cobrança de uma dívida do meia Lincoln através de uma carta. Ainda assim, o treinador alviverde diz que sabe lidar com as dificuldades observadas fora das quatro linhas.
"A função de técnico é assim mesmo, você administra situações, um prêmio atrasado, um direito de imagem que era para cair no dia 10 e que sai só no dia 20. As coisas não são tão organizadas.
(o atraso) Não é só no Palmeiras. Está em 99% dos times. Os técnicos fazem a intermediação, trabalham o espírito de grupo e procuram mostrar que todos vão ter os contratos acertados em alguns dias", afirmou.
Experiente, Felipão descarta enfrentar um ambiente hostil junto aos jogadores por conta de toda a confusão criada nos últimos dias.
"Cada atleta tem um parágrafo nos seus contratos. Não muda nada para mim. Mudaria se fosse trazer alguma desigualdade no elenco", explicou o comandante.
Em relação ao caso de Lincoln e até de um pequeno atraso nos direitos de imagem, o Palmeiras esperava concretizar uma operação com o Banco BMG para ganhar um fôlego financeiro.
Contudo, segundo Seraphim Del Grande, um dos pilares da administração do presidente Luiz Gonzaga Belluzzo e representante do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), membros da oposição estão atrasando os planos do clube.
"Alguns integrantes da oposição foram até o banco e falaram que não cumpririam o acordo se fossem eleitos na eleição do ano quem.
Isso deixa qualquer instituição desconfiada", lastimou o ex-diretor de futebol, que acompanhou o treino na Academia de Futebol.
Único atleta a se manifestar nesta sexta-feira, o atacante Kleber também trouxe um voto de confiança ao trabalho do presidente Luiz Gonzaga Belluzzo.
"Eu não imagino que jogador pense em salário quando entra em campo. Depois que você começa a se concentrar na partida, acaba esse pensamento, não há influência no rendimento. Se deve, tem que ser pago.
A gente sabe que estão se esforçando, estão colocando em dia. Todos estão sabendo", comentou o Gladiador.(Gazeta Esportiva.net)
