Plano vai proteger espécies ameaçadas no Cerrado e Pantanal

15/04/2018 09h11 - Por Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)


 
Macaco Sapajus cay / Plano abrange biomas Cerrado e Pantanal e bacia Tocantins-Araguaia / Keoma Coutinho/ICMBio Macaco Sapajus cay / Plano abrange biomas Cerrado e Pantanal e bacia Tocantins-Araguaia / Keoma Coutinho/ICMBio

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) aprovou um Plano de Conservação Nacional (PAN) com 41 espécies ameaçadas dos biomas do Cerrado e Pantanal.

O PAN para a Conservação das Espécies Ameaçadas de Extinção da Ictiofauna, Herpetofauna e Primatas do Cerrado e Pantanal (Cerpan), publicado no Diário Oficial da União da terça-feira (10), será coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN), do ICMBio, e parceiros.

O Cerpan tem como objetivo geral reduzir o risco de extinção das espécies alvo de peixes, anfíbios, répteis e primatas do Cerrado e Pantanal e as ameaças aos seus hábitats em cinco anos.

O plano tem por objetivo influenciar políticas públicas, em diferentes esferas do governo, visando incorporar medidas de proteção. Um outro ponto previsto pelo plano é a integração das espécies ameaçadas ao seu hábitat em um prazo de cinco anos.

A medida também prevê a diminuição da caça das espécies no mesmo período. A redução da degradação do hábitat e a restauração da fauna também estão dentre os objetivos previstos.

A ação também prevê a produção de relatórios informativos periódicos que possam ajudar na preservação das espécies. O Cerpan tem sua abrangência nos biomas Cerrado e Pantanal e na bacia Tocantins-Araguaia.

Na lista está o macaco Sapajus cay (foto), que não é endêmico ao Brasil, ocorrendo também na Argentina, Bolívia e Paraguai. As principais ameaças identificadas para a espécie foram incêndio, assentamentos rurais, agricultura, pecuária, expansão urbana, vulnerabilidade a epidemias, desmatamento, aumento da matriz energética e rodoviária, desconexão e redução de hábitat, poluição de ambientes, caça e apanha. Suspeita-se que seu declínio populacioonal seja maior que 30% nas últimas gerações.

Oficinas

Em outubro do ano passado, foi realizada uma oficina para elaboração do PAN, que contou com a participação de diversas instituições, como universidades, órgãos federais e estaduais de meio ambiente, ministérios públicos estaduais, organizações não governamentais e empresas públicas de pesquisa energética e agropecuária, totalizando 42 participantes. Antes, em setembro, houve oficinas preparatórias na PUC Goiás.

A partir de agora, o RAN e parceiros vão desenvolver esforços no sentido de concretizar as ações do Cerpan, de modo que elas possam reduzir o risco de extinção das espécies-alvo e as ameaças aos seus habitats.


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