Publicação orienta produtores para prevenção da mastite em ovinos de corte

Embrapa Pecuária Sudeste - 07/01/2017 16h14

 
 Foto: Simone Niciura Foto: Simone Niciura

A Embrapa Pecuária Sudeste disponibilizou, em dezembro, uma publicação para orientar ovinocultores e profissionais a prevenir a mastite em ovinos.

"Mastite ovina: desafio para a ovinocultura de corte" está disponível no site www.embrapa.br/pecuaria-sudeste/publicacoes e traz informações sobre manejo preventivo, formas de ocorrência de mastite, como fazer o diagnóstico, problemas sanitários que afetam o rebanho, prejuízos econômicos e tratamento da infecção nas glândulas mamárias.

A mastite em ovinos com aptidão para a produção de carne pode ser considerada limitante à criação devido aos prejuízos econômicos que pode causar.

Destacam-se os altos custos com tratamentos, a desvalorização comercial das matrizes devido à perda da mama, o abate prematuro, as alterações na quantidade e qualidade do leite, menor desempenho das crias e mortes.

A infecção mamária pode ocorrer devido a vários fatores. Além do agente causador, por fatores ambientais, como temperatura e umidade, formas de manejo, condições das instalações e fatores relacionados ao animal (idade, número de lactações, período da lactação e imunidade da glândula mamária).

De acordo com um dos autores da publicação, o veterinário Raul Mascarenhas Santana, a manutenção de ambiente higienizado nas propriedades pode ajudar a reduzir a incidência da infecção.

"Os dejetos dos animais devem ser removidos diariamente e depositados em esterqueiras.

A colocação de estrados de madeira nos locais de abrigo dos animais propicia conforto e reduz a exposição do úbere aos agentes causadores de mastite", explica.

Ainda, recomenda-se adequar as estações de monta, de modo que os partos sejam concentrados em épocas que não apresentem frio e umidade em excesso.

A publicação foi elaborada pelo veterinário Raul Santana, pelos pesquisadores Luiz Francisco Zafalon e Sérgio Novita Esteves, da Embrapa Pecuária Sudeste, e pelo professor Márcio Garcia Ribeiro, da UNESP de Botucatu (SP).

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