21/05/2013 08h51 - Atualizado em 21/05/2013 08h51
Policiais civis do município de Ponta Porã compareceram em massa, vestidos de preto em frente à Câmara Municipal da cidade, onde aconteceu uma audiência pública na última sexta-feira, para cobrar das autoridades, mais investimentos para a segurança pública na região de fronteira.
Durante a reunião que tratou do GGIF (Gabinete de Gestão Integrada de Fronteira), estavam presentes, a vice-governadora Simone Tebet, o Secretário de Segurança Pública Wantuir Jacini, além de vereadores de Ponta Porã e Antônio João e representantes das forças policiais do Paraguai e do Brasil.
Impedidos de entrar no Plenário, os policiais permaneceram do lado de fora, mas contaram com o apoio do vereador Otaviano Pires Cardoso que reforçou o pedido dos servidores e solicitou ao secretário de segurança mais atenção, já que os números apontam o crescimento da criminalidade na região.
“Cobramos uma política verdadeira para o setor de segurança e exigimos que nossa cidade seja tratada com respeito. O aumento da criminalidade não é culpa dos policiais, e sim da falta de condições de trabalho”, finalizou.
GREVE
Com a greve dos Policiais Civis em todo estado de Mato Grosso do Sul, a sociedade começa a pagar a conta, como a falta de atendimento, investigações paradas e conforme dados da polícia civil de Ponta Porã, houve cerca de 200 roubos nestes primeiros cinco meses, sendo que na quinta-feira, que antecedeu o primeiro dia de paralisação, aconteceram 3 assaltos a comerciantes na cidade.
O vereador Otaviano Cardoso usando a Tribuna da Câmara Municipal e falando em nome dos colegas vereadores durante a Reunião do Enafron - Plano de Estratégica Nacional de Fronteiras de Segurança Pública.
"Mostramos a triste realidade da segurança pública de Ponta Porã. foi o Dia do grito, do grito do Medo, do Pânico, do Pedido de Socorro, pois os moradores de Ponta Porã não suportam mais a onda de assaltos e muitas vítimas estão traumatizadas, pois alguns estabelecimentos já foram assaltados só este ano, 3, 4 vezes tamanha falta de segurança pois de janeiro a maio deste ano foram mais de 200. Quantas padarias, mercados, farmácias, lotéricas, residências, motos, carros, bolsas foram furtados nos últimos dias. Cobramos uma política verdadeira para o setor de segurança e exigimos que nossa cidade fosse tratada com respeito, pois fala muito em investimentos na fronteira e nosso dinheiro vai para Dourados, Campo Grande. Não é culpa dos policiais de Ponta Porã, e sim da falta de condições de trabalho. Temos 100 policiais quando o necessário é no mínimo 250, só temos 4 viaturas para a Policia Militar quando o ideal é no mínimo 8, só temos uma ambulância de resgate no Corpo de Bombeiros quando precisamos de no mínimo 2 (todos se recordam do trágico acidente com 7 vitimas das quais 5 vieram a óbito). A Policia Civil tem 2 investigadores de Plantão para atender uma população de 100 mil pessoas. É falta de consideração com Ponta Porã anunciar a instalação de 13 câmeras de Videomonitoramento em Ponta Porã que é fronteira e 15 em Dourados que recebe mais beneficio do que nós e não é fronteira; pior ainda é a central do Telefone 190 da PM danificada por um raio e até hoje sem conserto; Creio que as autoridades, Secretário de Segurança e a Vice Governadora e as outras autoridades da segurança publica do Estado de Mato Grosso do Sul esperavam que nós vereadores fôssemos só bater palmas e tapinhas nas costas", disse.

