04/06/2013 08h16 - Atualizado em 04/06/2013 08h16
Marli Lange
O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), da Secretaria Municipal de Assistência Social, registrou este ano, em Dourados, 31 casos de violência contra crianças e adolescentes. O maior número, ou seja, 90% são os casos de exploração sexual. Durante todo o ano passado foram registrados 89 casos.
Para a coordenadora do Creas/Paefi, Marísia de Paula Brandão Martins, o número de casos de violência contra menores é significativo em Dourados e eles aparecem diariamente. Também têm aumentado diante das inúmeras campanhas de conscientização enfatizando a denúncia.
A última campanha foi em 18 de maio, no dia Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, quando houve uma ação na Praça Antônio João.
A maioria dos casos que chegam ao Creas são encaminhados pelas delegacias de polícia, Conselho Tutelar e Ministério Público. Neste caso, as vítimas recebem atendimentos de assistentes sociais e orientação psicológicas. Dependendo da situação, o menor é encaminhado para abrigos ou entidades para manter a proteção da vítima.
Na maioria dos casos de abusos sexuais, a violência normalmente é praticada pelas pessoas mais próximas do menor, como parentes, amigos, vizinhos e até mesmo pessoas de dentro da própria casa. Os casos registrados em Dourados envolvem crianças e adolescentes entre 2 a 17 anos.
“Em Dourados os casos são frequentes e por isso é importante que se denuncie”, afirma.
A coordenadora lembra que não são apenas casos de menores que o Creas faz atendimentos, mas às pessoas que têm seus direitos ameaçados ou violados, tais como violência física, psicológica, sexual, tráfico de pessoas, cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto, entre outros. Além de assistentes sociais e psicólogos, ainda são prestados atendimentos por advogados, pedagogas, entre outros. O telefone para denuncias é o 0800.647.0444
VIOLÊNCIA
Hoje, 4 de junho, é o Dia Internacional das Crianças Vítimas da Agressão. Segundo o Ministério da Saúde, a violência é a segunda principal causa de mortalidade global no País e só fica atrás das mortes por doenças do aparelho circulatório. Os jovens são os mais atingidos. Além deles, a violência atinge ainda, em grau muito elevado, as crianças e as mulheres.
Para esta situação contribuem diversos fatores, como a má distribuição de renda, a baixa escolaridade, o desemprego.
Na cidade de São Paulo, por exemplo, 64% das denúncias de agressão à criança têm origem em casa, de acordo com levantamento do SOS Criança. Os episódios mais rotineiros são afogamento, espancamento, envenenamento, encarceramento, queimadura, abuso sexual, como o estupro, além de clausura. Todos prejudicam o desenvolvimento afetivo e psicológico da criança.
