10/08/2012 16h22 - Atualizado em 10/08/2012 16h22
Renan Nucci
Em assembléia realizada nesta quinta-feira (9), na Delegacia de Polícia Federal de Dourados, servidores agentes, escrivães e papiloscopistas decidiram por continuar com a greve iniciada na última terça-feira (7).
O representante do Sindicato dos Policiais Federais de Mato Grosso do Sul (Sinpef/MS) na região, o agente Carlos Silva, disse que a paralisação deve permanecer até próximo dia 15.
“O Governo Federal prometeu enviar uma proposta até a semana que vem e por enquanto, vamos continuar com nosso manifesto. Queremos que nossas exigências sejam cumpridas, pois só nós sabemos as dificuldades que enfrentamos no dia a dia do trabalho”, explicou Carlos.
EXIGÊNCIAS
Os policiais reivindicam principalmente a equiparação salarial, pois o último reajuste foi feito em 2006 e segundo o representante do Sinpef, os vencimentos já estão defasados, sendo cerca de 50% menos do que deveriam. “Os cargos exigem curso de nível superior para serem ocupados, porém, o salário pago é equivalente a um de nível médio. Este é o motivo; estamos tentando negociar com o Governo há mais de dois anos e nada até agora”, explicou Carlos.
O policiais também cobram melhores condições de trabalho, principalmente na região de fronteira, onde as delegacias precisam de reformas imediatas, e o número do efetivo precisa ser aumentado. “Nossa central atendente vários municípios da região, queremos mais incentivo. A população necessita do nosso trabalho”.
SERVIÇOS REDUZIDOS
Nestes dias de greve a PF tem operado com apenas 30% de seu efetivo, segundo a lei, e apenas casos de extrema urgência serão atendidos. Aproximadamente 250 inquéritos da Delegacia estão encalhados, e serviços como a emissão de passaportes e atendimentos a estrangeiros foram reduzidos. No início da greve, os manifestantes também entregaram suas armas que estão guardadas em um cofre.
