06/06/2013 08h45 - Atualizado em 06/06/2013 08h45
Elvio Lopes/De Campo Grande
Após acompanhar a entrevista coletiva do ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, na Governadoria, o presidente da Associação Estadual das Comunidades Indígenas Terenas, Danilo de Oliveira, também defendeu o diálogo como forma de resolver os conflitos entre índios de sua etnia e os produtores rurais das áreas em processo de demarcação.
Segundo o terena, os índios querem que o Governo Federal desenvolva um programa que resolva o problema das demarcações de terras e que a falta de uma decisão em regime de urgência gera maior instabilidade entre as comunidades que esperam solução para os conflitos.
“A falta de decisão dos governos, da classe política é que está gerando a instabilidade no campo, entre nossas comunidades, que há muito esperam pela demarcação e os processos judiciais só fazem protelar um direito que reivindicamos há muito tempo”, desabafou Oliveira.
Danilo também fez questão de dizer que agora, o diálogo com os proprietários das áreas em processo demarcatório é importante para manter a paz e evitar novos confrontos. “O que nós queremos é uma conversa entre índio e produtor, para buscar um entendimento até que os processos sejam resolvidos”, destacu.
Ele também negou que as lideranças terenas que vêm decidindo as posições dos índios nas áreas invadidas sejam dissonantes. “Nossos líderes, diante da situação, estão em atitude coesa, não dissonante, de uma entoação só”, conclui o líder terna.
