10/06/2013 07h00
As Forças Armadas empregaram cerca de 33 mil militares na ação militar, que contou com o apoio de 1,1 mil servidores de agências governamentais.
Foi divulgado, na quinta-feira (6), o último balanço da operação Ágata 7. Após 19 dias, o trabalho chegou ao fim com a apreensão de 25,342 toneladas de maconha e 657 quilos de cocaína, crack e haxixe.
Os números são considerados um recorde histórico pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, órgão do Ministério da Defesa que coordena a iniciativa.
Nas últimas horas, o Exército Brasileiro apreendeu 4,9 toneladas de explosivo numa empresa na região de Maringá (PR). Também na região Sul, a polícia apreendeu quatro fuzis.
Em São Grabriel da Cachoeira (AM), a 850 quilômetros de Manaus, policiais federais prenderam dez pessoas acusadas de pedofilia.
Ente os presos, políticos e empresários influentes daquela cidade, por supostamente prostituir indígenas.
Durante o período de realização da operação, tropas militares e civis federais, estaduais e municipais apreenderam também cerca de 4,5 mil metros cúbicos de madeira.
As Forças Armadas empregaram cerca de 33 mil militares na ação militar, que contou com o apoio de 1,1 mil servidores de agências governamentais.
Entorpecentes
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MS) desarticulou uma quadrilha de traficantes e apreendeu 3,41 toneladas de maconha, na fronteira com o Paraguai.
O maior volume de apreensão de entorpecentes foi encontrado na fronteira Sul do País. Ao longo das quase três semanas da Ágata, as tropas militares e a PF apreenderam 16,551 toneladas de maconha e 382,09 quilos de cocaína.
No último dia de operação, policiais federais estouraram um depósito numa casa de farinha com cinco toneladas de maconha na região de Céu Azul, Oeste do Paraná. A droga teria seguido em caminhões de Foz do Iguaçu (PR) para aquela localidade.
Ao longo dos 11 mil quilômetros da fronteira Norte – do Oiapoque (AP) a Cabixi (RO) –, as Forças Armadas e a Polícia Federal contaram com a mobilização de tropas militares do Peru e da Colômbia.
Ao concluir a reunião de avaliação da operação, o chefe do EMCFA, general José Carlos De Nardi, destacou a importância da interoperabilidade das Forças Armadas para os resultados obtidos.
“Em nome do ministro da Defesa, Celso Amorim, quero agradecer pela participação, pelo empenho e pela operacionalidade. Tivemos um sucesso imenso na operação de fronteira que constituiu um dos eixos dos grandes eventos”, disse o general.
A Operação Ágata é uma ação conjunta das Forças Armadas Brasileiras, em coordenação com outros órgãos federais e estaduais, na faixa de fronteira da Amazônia, para combater delitos transfronteiriços e ambientais.
Esse território compreende 27% do território nacional onde estão 710 municípios, sendo 122 cidades limítrofes e 588 não limítrofes.
A fronteira tem 16.886 quilômetros de extensão, sendo 7.363 quilômetros de linha seca e 9.523 quilômetros de rio, lagos e canais. São 23.415 quilômetros de rodovias federais.
Os estados de fronteira são: Amapá, Pará, Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os países vizinhos são: Guiana Francesa, Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru, Paraguai, Argentina e Uruguai.
Além do combate a atos ilícitos, a Ágata contempla também Ações Cívico-Sociais (Acisos), que consistem em atividades como atendimento médico, odontológico e hospitalar aos locais onde concentram famílias em situação de pobreza.
A Ágata integra o Plano Estratégico de Fronteiras (PEF) sob a coordenação do Ministério da Defesa e comando do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA). A execução cabe à Marinha, ao Exército e à Força Aérea Brasileira (FAB).
O Plano Estratégico de Fronteiras foi lançado em 2011 para aumentar a presença do Estado brasileiro nas regiões de fronteira e combater crimes transnacionais na divisa com dez países (Ministério da Defesa)