19/06/2013 13h56 - Atualizado em 19/06/2013 13h56
Saccol desmente boatos de que o serviço não operaria durante protestos agendados para quinta e sexta-feira
Renan Nucci
Após surgirem boatos nesta quarta-feira de que algumas linhas de transporte coletivo não operariam por motivos de segurança durante os protestos que acontecem na quinta e sexta-feira, em Dourados, Marcelo Saccol, gerente da Medianeira (empresa responsável pelo serviço na cidade), garantiu que não haverá alterações e que o serviço será oferecido normalmente.
“Vamos operar dentro da normalidade. Estamos acompanhado o movimento dos manifestantes douradenses e sei que eles vão agir de forma pacífica, exatamente por isso, não esperamos e não tememos nenhum ato de vandalismo. Estou certo de que tudo será tranquilo, principalmente por parte da comunidade acadêmica”, explicou Saccol.
O empresário ainda destacou que seus motoristas foram orientados sobre como agir durante os atos. “Eu avisei eles que por causa da aglomeração, algumas ruas serão parcialmente bloqueadas, e também pedi para que tomassem cuidado com a segurança dos manifestantes. Caso haja pessoas próximas ao ônibus, que parem e desliguem os veículos até que todos se afastem. Tudo para que não haja hostilidades”, ressaltou.
MANIFESTAÇÕES
Assim como as manifestações realizadas na noite de terça-feira na Câmara Municipal, os protestos agendados também prometem ser pacíficos. Estudantes da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems) e da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), assim como membros de outro setores da sociedade, se organizam através das redes sociais, em um grupo que conta com mais de dez mil participantes.
Entre as principais reclamações estão ações realizadas pelo poder público e pela Medianeira, que segundo eles, permitiram que a qualidade do serviço caísse, enquanto os preços subissem. Durante a última sessão, os vereadores aprovaram um projeto de lei do executivo que prorroga por mais 12 meses a concessão à Medianeira, enquanto um novo plano de reestruturação do transporte coletivo está sendo desenvolvido. Outros temas também serão abordados no movimento.
O primeiro manifesto está marcado para às 18 horas de quinta-feira, na Praça Antônio João, o outro deve ocorrer na manhã de sexta-feira, a partir das 8 horas. “Ambos terão o mesmo foco, a tarifa cobrada no transporte público, mas estamos tentando deixar espaço aberto para expressão do povo e todas suas insatisfações. Estão surgindo outros temas, e vamos deixar as pessoas livres para se manifestarem à vontade, tendo como molde as ações que estão surgindo nas principais capitais do país”, disse Thiago Vieira Borges da Rosa, acadêmico de Relações Internacionais da UFGD.
