18/06/2013 07h56 - Atualizado em 18/06/2013 07h56
Depois de apreender um menor envolvido no crime, a Polícia Civil desvendou as circustâncias da morte de um pecuarista de 78 anos e de sua filha, de 44, que no dia 2 de junho foram encontrados carbonizados dentro da casa da fazenda onde os dois viviam, no município de Pedro Gomes.
De acordo com o depoimento do menor, pai e filha foram agredidos com uma barra de ferro e depois queimados, ainda vivos. Ele contou que a mulher foi estuprada por ele e por outros dois criminosos, confessando sua participação e a premeditação do crime.
Segundo o que foi apurado pelo site edição de Notícias, junto à polícia de Pedro Gomes, as investigações chefiadas pelo delegado Amylcar Eduardo Romero, chegaram até um adolescente de 15 anos, que depois de confrontado com os fatos levantados pela polícia acabou confessando sua participação no latrocínio e dando detalhes da sua execução.
Segundo o relato do adolescente, o crime foi premeditado. Ele contou que foi convidado para ir até a fazenda pelos outros assassinos e que, no caminho, ficou sabendo do plano.
Ele disse que os dois comparsas já conheciam as vítimas porque haviam trabalhado na fazenda como diaristas. O menor ressaltou que ao chegar na casa, a filha do fazendeiro serviu tereré para os três criminosos. Depois de servidos, um deles foi até o fundo da casa e pegou uma barra de ferro e disse ao adolescente que se afastasse porque iriam “matar o velho”. De acordo com o menor, o fazendeiro ouviu a conversa dos bandidos e tentou fugir, trancando-se em um dos quartos enquanto a filha correu para o fundo da casa. O menor contou que um deles arrombou a porta do quarto enquanto o outro foi atrás da mulher, segurando-a. Enquanto agrediam o idoso eles exigiam que fosse dado a eles dinheiro.
Depois da porta arrombada, ele conta que foi iniciada a sessão de espancamento, primeiro do pai e depois da filha, com chutes e com a barra de ferro. Ele confessou que os três latrocidas estupraram a mulher, que foi amordaçada para não gritar. Depois disto, a filha foi levada, desmaiada, para o mesmo quarto onde estava o pai. Eles colocaram um colchão sobre os dois, jogaram álcool e atearam fogo. O adolescente ressaltou que o trio sabia que os dois ainda estavam vivos.
O relato do menor chocou os policiais quando disse que enquanto pai e filha eram queimados vivos, eles ainda vasculhavam a casa à procura de dinheiro e objetos de valor até que as chamas tomassem a casa. Ele detalhou que o trio encontrou R$ 930,00 e um revólver de calibre 38 com quatro munições intactas e uma deflagrada.
Além do dinheiro e da arma, o eles levaram uma bicicleta e algumas roupas das vítimas. O adolescente informou que o carro da família não foi levado porque nenhum dos três sabia dirigir. Eles também não pegaram os celulares por medo de serem rastreados.
O menor deu a descrição dos outros latrocidas, inclusive das tatuagens que usam. A polícia iniciou a busca deles em todo Estado.
