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quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Violência e crise climática expulsaram de casa 84 milhões de pessoas

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Um novo relatório divulgado na última quinta-feira (11), pela Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), apontou que o número de pessoas em todo o mundo que foram deslocadas à força ultrapassou a marca dos 84 milhões. A violência, insegurança e as mudanças climáticas estão entre as principais razões para que este grupo tenha tido que deixar suas casas.  

relatório de tendências semestrais do ACNUR mostrou que em dezembro do ano passado este número era de aproximadamente 82,4 milhões. O crescimento está sendo atribuído em grande parte ao deslocamento interno motivado por conflitos, especialmente na África.

O ACNUR também reforçou que as restrições fronteiriças impostas durante a pandemia de COVID-19 tornaram ainda mais limitado o acesso destas pessoas a asilos. “A comunidade internacional está falhando em evitar a violência, perseguições e violações dos direitos humanos, que continuam a expulsar as pessoas de suas casas”, disse o alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi.

Estatísticas – O conflito e a violência crescentes em todo o mundo durante a primeira metade deste ano forçaram quase 51 milhões de pessoas a fugir dentro de seus próprios países. A maioria dos novos deslocamentos ocorreu na África, de acordo com o relatório. Na República Democrática do Congo (RDC), por exemplo, 1,3 milhão de pessoas foram deslocadas e na Etiópia, 1,2 milhão.

Enquanto isso, a violência em Mianmar e no Afeganistão também impulsionou a estatística mundial de pessoas que saíram de casa. O número de refugiados cresce na mesma proporção, atingindo a marca de 21 milhões de pessoas na primeira metade deste ano. 

O ACNUR ainda observou que são cinco os países de origem da maioria dos novos refugiados: República Centro-Africana, local de nascimento de 71,8 mil destes refugiados; Sudão do Sul, 61,7 mil; Síria, 38,8 mil; Afeganistão, 25,2 mil e Nigéria, 20,3 mil.

“A comunidade internacional deve redobrar seus esforços para construir a paz e, ao mesmo tempo, garantir que os recursos estejam disponíveis para as comunidades deslocadas e seus anfitriões”, advertiu o alto-comissário.

Dificuldades – Uma mistura letal de conflitos, COVID-19, pobreza, insegurança alimentar e a emergência climática agravou a situação humanitária dos deslocados, a maioria dos quais está sendo hospedada em regiões ainda em desenvolvimento.

“Os efeitos das mudanças climáticas estão exacerbando as vulnerabilidades existentes em muitas áreas que hospedam os deslocados à força”, disse Grandi.

As soluções para estas populações continuam escassas. Durante a primeira metade de 2021, menos de um milhão de pessoas que foram deslocadas internamente e 126,7 mil refugiados conseguiram voltar para casa.

“São as comunidades e os países com menos recursos que continuam a arcar com o maior fardo na proteção e cuidado dos deslocados à força, e por isso essas nações devem ser melhor apoiadas pelo resto da comunidade internacional”, alertou o alto-comissário. 

Fonte ONU

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